Obras em curso para ampliar Parque do Alentejo de Ciência e Tecnologia

Obras

As obras de ampliação do Parque do Alentejo de Ciência e Tecnologia (PACT), em Évora, já arrancaram, num projeto de quase nove milhões de euros “assinado” pelo arquiteto Carrilho da Graça.

Questionado pela agência Lusa, o presidente executivo do parque, Soumodip Sarkar, revelou que já está a decorrer a construção do primeiro edifício da 2.ª fase do PACT.

Já arrancámos com a obra de um prédio”, mas, “formalmente, vamos fazer o lançamento da primeira pedra no dia 13 de dezembro”, disse o responsável, também vice-reitor da Universidade de Évora (UÉ) para as áreas da Inovação, Cooperação e Empreendedorismo.

O projeto, com “assinatura” do arquiteto Carrilho da Graça, apresenta 6.100 metros quadrados de área e envolve a construção de quatro novos edifícios, num investimento de “quase nove milhões de euros”, indicou Soumodip Sarkar.

As novas instalações vão ficar localizadas num terreno contíguo ao atual edifício do PACT, inaugurado em setembro de 2015, após um investimento de 3,6 milhões de euros.

O projeto de ampliação foi alvo de uma candidatura a apoios comunitários, através do POCTEP – Programa de Cooperação INTERREG V-A Espanha-Portugal 2014-2020 e do programa operacional regional Alentejo 2020, aprovada em 2019.

Segundo Soumodip Sarkar, a primeira fase do PACT “já é um sucesso”, pois, “não há espaço para mais empresas” e o parque continua “a receber pedidos” de outras que estão interessadas “em vir para o interior”, o que se “deve muito à pandemia” de covid-19.

Agora, no âmbito da ampliação, “metade do prédio” em construção “já está reservado para uma empresa”, devendo esta empreitada “terminar em maio do próximo ano”.

Quanto aos outros três edifícios, uma vez que têm uma fonte de financiamento diferente, o trabalho vai “arrancar em janeiro do próximo ano”, com “todo o processo necessário para o lançamento do concurso público” para a empreitada.

O responsável disse acreditar que, a “meio de 2023”, o PACT já possa contar com mais esses três edifícios.

As novas instalações vão estar vocacionadas para quatro áreas, uma delas a aeronáutica, devido à presença em Évora de empresas como a Embraer e a Mecachrome e o facto de o Alentejo se querer afirmar como ‘cluster’ neste setor, com investimentos noutros concelhos da região.

Outra área é a saúde digital”, com “a construção do novo hospital e eventual criação de uma escola de Medicina na cidade de Évora”, apontou Soumodip Sarkar, referindo ainda as apostas nas áreas “do ‘agrotech’ e do 4.0”.

Realçando as potencialidades do Alentejo, que oferece por exemplo “um custo de vida mais barato” e “uma qualidade de vida muito diferente” da que existe em Lisboa, o responsável disse que o PACT quer contribuir para fixar os jovens alentejanos e atrair “não só empresas, mas também famílias, de outras partes de Portugal” e “da Europa”.

O Alentejo não deve apenas ser entendido como “um belo sítio para passear” ou região conhecida pela sua gastronomia: “Temos de pensar no Alentejo tecnológico”, argumentou, defendendo outras medidas complementares, como a melhoria do transporte ferroviário.

O Parque do Alentejo de Ciência e Tecnologia é líder do Sistema Regional de Transferência de Tecnologia, que envolve mais de 30 parceiros do Alentejo, como a Universidade de Évora, os politécnicos de Beja, Portalegre e Santarém, empresas e outras instituições da região.