A Associação das Mulheres Agricultoras e Rurais Portuguesas (MARP) assinalou o Dia Internacional da Mulher, celebrado este domingo, reafirmando a necessidade de políticas públicas que valorizem o papel das mulheres no mundo rural e na agricultura familiar.
A organização destaca o contributo das mulheres agricultoras para a produção alimentar, a preservação da biodiversidade e a dinamização das comunidades rurais, sublinhando que estas desempenham um papel relevante na sustentabilidade dos territórios.
A valorização do trabalho das mulheres rurais
No comunicado, a MARP saúda «todas as mulheres do mundo, e em particular, as mulheres agricultoras e rurais portuguesas, que trabalham a terra e com a terra», referindo o contributo diário destas para a soberania alimentar do país e para a preservação da natureza e da cultura local.
A associação refere ainda que o Dia Internacional da Mulher é também um momento para reafirmar a luta pela igualdade de direitos, considerando que persistem dificuldades relacionadas com as condições de vida e de trabalho no meio rural.
Reivindicações para o mundo rural
Entre as medidas defendidas, a MARP aponta a necessidade de políticas que promovam uma agricultura sustentável e familiar, o reforço dos circuitos curtos de comercialização e uma repartição equilibrada do valor ao longo da cadeia alimentar.
A organização defende igualmente preços considerados justos para produtores e consumidores e medidas que contribuam para a fixação de população em zonas rurais, bem como o acesso à terra para quem pretende desenvolver atividade agrícola.
No documento são ainda denunciados os baixos preços pagos à produção agrícola, o aumento dos custos de produção e o desinvestimento em serviços públicos essenciais, como saúde, educação, transportes e apoio social, fatores que, segundo a associação, afetam particularmente as mulheres agricultoras e as suas famílias.
Estatuto da Agricultura Familiar e proteção social
A MARP defende também a concretização plena do Estatuto da Agricultura Familiar e a criação de um regime de segurança social ajustado à realidade das mulheres agricultoras e rurais, que assegure proteção ao longo da vida ativa e na velhice.


















