“O principal entrave à exploração dos mármores são os próprios planos locais”, diz autarca de Vila Viçosa

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Como demos conta, entre os dias 25 e 27 de outubro, a cidade de Évora recebeu o congresso internacional «Mármore do Alentejo: da História ao Património», promovido pelo CECHAP.

Na sessão de encerramento esteve presente o presidente da Câmara Municipal de Vila Viçosa, Inácio Esperança que considerou importante que “os municípios, os empresários e os proprietários consigam chegar a acordos e consigam chegar àquilo que é necessário para que a indústria dos mármores tenha futuro”.

O autarca calipolense referiu que “não podemos olhar para o sector dos mármores como um setor de garimpeiros, ou como um setor de mineiros que ninguém quer, pois, é um setor de gente que, hoje em dia, é muito evoluída em termos tecnológicos, com explorações que podem ainda melhorar, mas que de alguma forma evoluíram, cresceram e permitiram criar a riqueza que é conhecida”.

Inácio Esperança explicou ainda que “o principal entrave neste momento à exploração dos mármores do Anticlinal são os próprios planos locais, os PDM’s e os planos regionais, é por ai que devemos começar”, acrescentando que “temos de rever os PDM’s, temos de rever o PROT, porque de fato aquilo que permite às instituições de fiscalização é o ordenamento do território que temos que é inadequado para as necessidades do setor e da sua sustentabilidade futura”, sugerindo que “tem de haver aí investimento em termos de inteligência e promover essa alteração ao ordenamento do território, que permita uma exploração noutros moldes, até mais amiga do ambiente e que de alguma forma permita dar uma nova imagem e uma imagem diferente ao setor”.

Já sobre a promoção do mármore, o edil salienta que “a promoção do setor tem estado parada e deve no fundo ser promovido. Nós precisamos não só promover o produto em si, como também a sua transformação, o aproveitamento dos subprodutos”.

Abordou ainda a queda da estrada entre Borba e Vila Viçosa referindo que “foi uma tragédia a todos os níveis, em primeiro lugar humana e agora está a ser económica, que esperamos obviamente ultrapassar”, frisando ainda que “já tive uma reunião com o meu homologo de Borba, onde propus que unamos esforços para conseguir a sua reabilitação seja de que forma for, até porque o estado tem 300 milhões para recuperar o Pinhal interior, então terá de haver uma verba para investir numa zona e numa industria que tem valor e essa sim traz riqueza à região”.