A Fundação da Casa de Bragança vai apresentar, no próximo dia 12 de fevereiro, em Lisboa, o livro «Quatro pintores na Bretanha e a rainha D. Amélia», uma obra que analisa o papel do mecenato real na formação artística portuguesa no final do século XIX.
A sessão está marcada para as 18h30 e terá lugar na Casa-Museu Dr. Anastácio Gonçalves. A apresentação da obra estará a cargo de Anísio Franco.
O livro integra a coleção «Livros de Muitas Cousas», que atinge com esta edição o seu 15.º volume. A publicação é da autoria de Miguel Soromenho e Ramiro A. Gonçalves.
O mecenato real como elemento estruturante
A obra recua a julho de 1894, período em que dois jovens pintores portugueses partiram para Paris com o objetivo de frequentar a École des Beaux-Arts. António Conceição Silva beneficiou de uma bolsa atribuída pela rainha D. Amélia, enquanto Ezequiel Pereira foi apoiado por João Maria Ayres de Campos.
Após a formação em Paris, os dois artistas instalaram-se em Pont-Croix, na Bretanha, juntamente com Eduardo de Moura e José Raphael, pintores naturais do Porto. Na época, esta localidade francesa era um ponto de encontro de criadores oriundos de vários países.
Contexto artístico e enquadramento histórico
Segundo a Fundação da Casa de Bragança, o objetivo da publicação passa por caracterizar o ambiente artístico vivido por estes pintores durante a sua permanência na Bretanha, bem como identificar e contextualizar as obras produzidas nesse período, enquadrando-as num tardo-naturalismo de dimensão internacional.
A edição procura igualmente contribuir para uma reflexão mais ampla sobre a importância do mecenato cultural, destacando o papel desempenhado pela rainha D. Amélia e pela Casa Real na criação de condições para o desenvolvimento artístico em Portugal.
Uma coleção dedicada à história da Casa de Bragança
A coleção «Livros de Muitas Cousas» tem vindo a abordar diferentes temas ligados à história da Casa de Bragança, integrando estudos sobre património, cultura e memória histórica.
Com quase 93 anos de atividade, a Fundação da Casa de Bragança mantém como missão a divulgação do legado deixado por D. Manuel II, promovendo o conhecimento e a valorização do património material e imaterial associado à Casa Real portuguesa.



















