O Espaço do Tempo em Montemor-o-Novo atribui bolsas a cinco novas criações

Convento da saudação
Foto: D.R.

Cinco projetos artísticos de sete criadores vão beneficiar de bolsas da estrutura cultural O Espaço do Tempo, de Montemor-o-Novo, distrito de Évora, num montante global de 100 mil euros, foi hoje revelado.

Em comunicado, O Espaço do Tempo, dirigido pelo coreógrafo Rui Horta, anunciou hoje os vencedores das Bolsas de Criação O Espaço do Tempo 2022, com o apoio do BPI e da Fundação “la Caixa”, para projetos de artes performativas.

Daniel Moraes e Ângelo Custódio, com a performance “O Permuto”, Gaya de Medeiros, com o projeto de dança/performance “Um bocado e mais (para não desligar)”, e Isabel Costa, com a criação teatral “O Som e a Fúria” são alguns dos vencedores.

O espetáculo de teatro “Vou falar de ti a toda a gente”, de Francisco Monteiro Lopes e Rodrigo Aleixo, e a dança e performance “Boca fala tropa”, de Giovanni Lourenço, são as outras criações vencedoras.

Cada uma das cinco bolsas atribuídas pelo júri vai receber 20 mil euros, juntando-se a este valor, para cada projeto, “duas semanas de residência técnica no Espaço do Tempo para finalização das respetivas criações”.

Os resultados finais dos projetos vão ser apresentados, em estreia ou ante-estreia, em Montemor-o-Novo, entre 04 e 06 e de 18 a 20 de novembro de 2022, indicou O Espaço do Tempo, em comunicado enviado à agência Lusa.

Nesta 2.ª edição das bolsas de criação, “foram aceites candidatos com um percurso criativo iniciado após 2014 e com um mínimo de duas criações já realizadas”, explicou a estrutura cultural.

“O Espaço do Tempo congratula-se, não só com a grande adesão a este programa de apoio, mas também com a elevada qualidade dos projetos a concurso, reveladora da vitalidade das artes de palco no nosso país”, pode ler-se no comunicado, assinado por Rui Horta.

O júri desta edição foi constituído por Rui Horta, Cláudia Galhós, Pedro Mendes, Mariana Brandão e Rui Torrinha.

As Bolsas de Criação O Espaço do Tempo, que visam um estímulo à criação nas áreas da dança, teatro, performance e cruzamentos disciplinares, foram lançadas no ano passado.

Na estreia, em 2020, “após uma enorme adesão”, este novo programa de apoio na área das artes performativas premiou nove projetos, os quais “estão neste momento em processo de criação, tendo alguns deles já estreado em diversos locais do país”, notou hoje a estrutura cultural.

Os vencedores dessa 1.ª edição foram a performer Analu (Ana Luísa Gouveia Caldeira), o bailarino e coreógrafo Bruno Alexandre, o performer e artista plástico Carlos Azeredo Mesquita, a atriz Catarina Rôlo Salgueiro, o ator e encenador Diogo Freitas, a criadora, dramaturga e atriz Keli Freitas, a coreógrafa e bailarina Piny (Anaísa Lopes), o coreógrafo e bailarino Renan Martins e o coletivo Bestiário.

Os objetivos do programa são promover o desenvolvimento de um percurso sustentável dos criadores portugueses ou a residir em Portugal e incentivar a experimentação e emergência de novas linguagens cénicas, apoiando a renovação do tecido criativo nacional.