O “10 de Junho é futuro, tapeçarias de Portalegre tem de ser também futuro”, diz Marcelo Rebelou de Sousa na inauguração do Museu da Tapeçaria (c/som e fotos)

Este domingo, 9 de Junho, iniciaram-se oficialmente as Comemorações do Dia de Portugal de Camões e das Comunidades Portuguesas, que este ano se realizam na cidade de Portalegre.

Iniciaram-se este domingo, 9 de Junho, as cerimónias oficiais do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas.

Pela tarde o Presidente da Republica, Marcelo Rebelo de Sousa, acompanhado pela Presidente da Câmara Municipal de Portalegre, Adelaide Teixeira, inaugurou a nova ala do Museu da Tapeçaria de Portalegre.

Em declarações à imprensa, Marcelo Rebelo de Sousa, começou por dizer que “é um novo espaço que acaba de ser inaugurado, que é de um grande gosto arquitectónico, com um recheio que vem valorizar o museu, com uma homenagem justíssima, como ouviram na boca de uma descendente de um homem que foi essencial, Manuel do Carmo Peixeiro, ao passo que fez das tapeçarias um ex-libris, um símbolo, um retrato de Portalegre e de Portugal por todo o mundo.”

O Chefe de Estado disse também que “aqui encontrámos, não só, o valor internacional das tapeçarias de Portalegre mas a presença do que há de melhor na arte portuguesa contemporânea. Um a um, uma a uma. Não é só a homenagem a Maria Keil, é um a um aqueles que conhecemos, sobretudo nós os mais velhinhos. No final do século XX e depois na transição para o século XXI, representados através de obras que são e facto notáveis. E nesse sentido temos uma realidade que é única em todo o país, e que é única à escala universal, não há tapeçarias como esta, não há símbolo como este de Portugal no mundo, no domínio que é o domínio da tapeçaria, e não há praticamente nenhuma grande figura dos anos 50/60/70 da pintura, do desenho, da gravura do nosso país que não tenha sido chamada a colaborar com aquilo que não podemos deixar morrer.”

Marcelo destacou que “estamos a pensar no futuro. Não pode morrer! Sabemos que é difícil. Sabemos que estavam aqui algumas das artificies, das artistas, que colaboraram durante anos, é difícil a renovação geracional, é preciso uma aposta nas artes e ofícios, implica no fundo uma aposta muito grande pública, Estado/Município, e uma compreensão dos privados, a começar nos artistas e potenciais interessados, para que não morra. Isto não pode ficar como um símbolo do passado. Tem de ser um símbolo perene, duradouro, e portanto um símbolo do futuro. É também o significado da minha vinda aqui hoje. 10 de Junho é futuro, tapeçarias de Portalegre tem de ser também futuro.”

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