A fixação de jovens e a ligação entre a formação ministrada nas escolas e as necessidades do território devem estar entre os resultados do investimento nos Centros Tecnológicos Especializados (CTE) de Beja, defendeu o presidente da Câmara Municipal, Nuno Palma Ferro.
Em declarações ao Jornal ODigital.pt, no âmbito da visita do ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre, a Beja, o autarca considerou que a qualificação dos jovens deve ser acompanhada pela criação de condições que lhes permitam permanecer no concelho.
“Queremos formar jovens qualificados, mas também queremos que esses jovens encontrem em Beja condições para estudar, para trabalhar, para viver e para construir aqui a sua vida”, afirmou Nuno Palma Ferro.
O presidente da Câmara apontou a evolução demográfica, o sucesso educativo e a atração e fixação de jovens entre os desafios que o concelho enfrenta, defendendo igualmente uma maior aproximação entre a formação e as oportunidades existentes no território.
Formação ligada às necessidades do território
Para Nuno Palma Ferro, “a educação e o desenvolvimento económico e social não são caminhos separados”, pelo que o investimento realizado nas escolas pode contribuir para criar uma rede de competências com ligação às empresas e às restantes instituições locais.
O autarca destacou, neste contexto, a complementaridade da oferta das duas escolas secundárias de Beja, considerando que as diferentes áreas de especialização podem responder a necessidades das empresas, do Instituto Politécnico de Beja e também do município.
Centros abertos às empresas e à comunidade
A relação com o tecido económico é uma das vertentes que o presidente da Câmara pretende ver reforçada com os Centros Tecnológicos Especializados.
“Defendemos que estes centros sejam espaços abertos às empresas e à comunidade e não apenas salas fechadas dentro de uma escola”, afirmou Nuno Palma Ferro.
O autarca entende que o investimento agora concretizado deve permitir reforçar a articulação entre os estabelecimentos de ensino e as entidades que poderão absorver as competências adquiridas pelos alunos.
“Fixar talento é estratégico”
Nuno Palma Ferro considera, por isso, que a entrada em funcionamento destes equipamentos não encerra o processo.
“Beja agradece este investimento, mas olha para ele como um ponto de partida”, declarou.
O presidente da Câmara sintetizou a posição ao afirmar que “formar é essencial” e que “fixar talento é estratégico”, manifestando a disponibilidade do município para trabalhar com o Governo, as escolas, o Instituto Politécnico de Beja e as empresas.
O objetivo, acrescentou, é que o investimento realizado se traduza “em mais oportunidades para os nossos jovens e mais desenvolvimento para Beja e para o Baixo Alentejo”.
Nuno Palma Ferro abordou ainda o papel da escola na criação de oportunidades, considerando-a uma ferramenta de mobilidade social e de preparação dos alunos para o futuro.
As declarações foram prestadas no âmbito da visita realizada esta sexta-feira, 11 de setembro, pelo ministro da Educação, Ciência e Inovação a Beja. Fernando Alexandre inaugurou os Centros Tecnológicos Especializados da Escola D. Manuel I e passou também pela Escola Secundária Diogo de Gouveia, numa deslocação acompanhada pelo Jornal ODigital.pt.
















