Encontra-se em fase de consulta pública o pedido de atribuição de direitos de prospeção e pesquisa de depósitos minerais na área designada “Moura-Ficalho 2”, abarcando os concelhos de Moura, Serpa, Vidigueira e Portel.
O processo é gerido pela Direção-Geral de Energia e Geologia (DGEG) e decorre ao abrigo do Decreto-Lei n.º 30/2021, de 7 de maio, que regula a exploração e pesquisa de recursos geológicos.
O pedido, feito pela Novum Resources, prevê a exploração de vários minerais, incluindo cobre, chumbo, zinco, antimónio, ouro e prata. A consulta pública visa recolher contributos e sugestões sobre o projeto, antes da sua possível aprovação. Entre os documentos acessíveis ao público estão o requerimento inicial, o mapa de delimitação da área e os pareceres de entidades consultadas.
A área a ser estudada está localizada na Zona de Ossa-Morena, conhecida pelo seu potencial geológico, embora menos explorada que a adjacente Faixa Piritosa Ibérica. Segundo a empresa, o projeto já conta com dados históricos de sondagens e levantamentos geofísicos, reprocessados recentemente, o que permitirá iniciar os trabalhos de campo de imediato. A Novum pretende concentrar os esforços nas zonas de Enfermarias e Preguiça, com planos para novas sondagens em áreas adjacentes.
A DGEG, através do seu parecer técnico, sublinhou que na zona de proteção hidrogeológica alargada não será permitido qualquer trabalho invasivo, como abertura de poços ou sondagens, de modo a proteger os recursos hídricos. Em termos de impacto ambiental, a Novum compromete-se a minimizar a pegada ecológica do projeto, implementando medidas para a proteção da fauna, flora e da qualidade das águas.
Após o término da consulta pública, a Novum promoverá uma sessão de esclarecimento direcionada às populações locais dos territórios abrangidos pelo projeto.
Este projeto prevê um investimento total de 670 mil euros nos três primeiros anos, com a possibilidade de prorrogação por mais dois anos, elevando o valor global para 1,37 milhões de euros


















