Novos vice-presidentes da CCDR Alentejo tomam posse com foco na reorganização e resposta aos desafios da região

A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Alentejo iniciou um novo ciclo com a tomada de posse dos vice-presidentes do Conselho Diretivo, numa sessão realizada em Évora, integrada na reunião extraordinária do Conselho Regional.

A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Alentejo iniciou um novo ciclo com a tomada de posse dos vice-presidentes do Conselho Diretivo, numa sessão realizada em Évora, integrada na reunião extraordinária do Conselho Regional.

A reorganização interna da instituição e a necessidade de dar resposta aos principais desafios do território foram apontadas como prioridades centrais pelos responsáveis agora em funções.

Reorganização interna como primeiro desafio

Aníbal Costa, que renovou o mandato como vice-presidente, sublinhou que a nova configuração da CCDR implica uma adaptação estrutural. «A própria situação da CCDR, com uma nova organização, com mais competências, mais vice-presidentes, necessita que nos preocupemos muito com a própria organização», afirmou, referindo que há «um acumular de responsabilidades que têm de ser integradas, harmonizadas, organizadas».

O responsável acrescentou que a integração das novas competências «vai ser um desafio muito substancial», num contexto em que a CCDR mantém autonomia limitada enquanto entidade desconcentrada do Estado.

Também Roberto Grilo, designado vice-presidente, destacou a necessidade de reorganização para responder aos indicadores económicos da região. «Há aqui uma nova oportunidade de reorganização no sentido de dar resposta às pessoas e a este nosso território», afirmou, defendendo que a nova estrutura deve ser coordenada para «dar essa resposta ao território».

Ambiente, agricultura e saúde entre as prioridades

Na área do Ambiente, Sónia Ramos assumiu o compromisso de alinhar a atuação regional com as prioridades nacionais. «A questão ambiental já era muitíssimo importante. É uma questão de futuro e é uma questão desafiadora», afirmou, defendendo uma abordagem «a longo prazo» e em sintonia com o programa Água do Governo.

Helena Cavaco, responsável pela Agricultura, reconheceu o contexto exigente do setor, sublinhando tratar-se de «um desafio grande», num território onde a agricultura tem «um peso muito grande na região do Alentejo». A vice-presidente garantiu empenho em «fazer a ligação entre aquilo que são as políticas do Governo e implementá-las na região».

Na área da Saúde, Marciano Lopes apontou como objetivo central melhorar o acesso dos cidadãos. «O grande objetivo na área da saúde é que nós consigamos facilitar a acessibilidade dos utentes», afirmou, referindo a necessidade de garantir médicos, instalações e qualidade do serviço prestado marciano. O responsável adiantou que será desenhado um plano regional articulado com o Ministério da Saúde e as autarquias, para responder às «questões mais candentes e prioritárias» marciano.

Cultura e dimensão regional da Capital Europeia

Na Cultura, Henrique Sim-Sim enquadrou o mandato como «um desafio de serviço público». O vice-presidente defendeu que Évora Capital Europeia da Cultura deve ser entendida como «um projecto de âmbito regional», capaz de potenciar o património e a identidade do Alentejo henrique sim sim.

Desenvolvimento regional como eixo estruturante

O novo elenco diretivo assume funções num momento em que o desenvolvimento regional surge como eixo estruturante da ação da CCDR. Aníbal Costa recordou que, além da reorganização interna, a instituição terá de responder às exigências do território, incluindo situações recentes provocadas por intempéries, e assegurar a articulação com o Governo e as entidades locais.

A tomada de posse decorreu no âmbito da reunião extraordinária do Conselho Regional, que incluiu ainda a apresentação e discussão do Portugal Transformação, Recuperação e Resiliência (PTRR).

Com a entrada em funções dos vice-presidentes, a CCDR Alentejo inicia formalmente o novo mandato, assumindo a reorganização interna e a resposta aos desafios estruturais da região como prioridades imediatas.

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