A Comunidade Intermunicipal do Alentejo Central (CIMAC) e os 14 municípios da região inauguraram a Ecopista de Reguengos, numa cerimónia realizada na Antiga Estação Ferroviária de Machede, em Nossa Senhora de Machede, Évora.
A Ecopista faz parte do projeto intermunicipal “Grande Rota do Montado” (GRM) e visa promover o património natural e cultural do Alentejo.
Com uma extensão de 37,7 quilómetros, a Ecopista de Reguengos está dividida em três etapas que valorizam o montado alentejano, um ecossistema característico da região. A infraestrutura integra o Plano Nacional de Ecopistas, desenvolvido pela IP Património, e proporciona condições para a prática de pedestrianismo, ciclismo e outras formas de mobilidade suave.
O projeto agora inaugurado teve um investimento de 850 mil euros, cofinanciado pelo programa ALENTEJO2020.
David Galego, presidente da CIMAC, destacou a importância desta infraestrutura para o desenvolvimento do turismo sustentável na região. «Os espaços rurais e a promoção da fruição do território pela natureza permitem-nos apostar no turismo com produtos que têm muita atratividade. A mobilidade sustentável, a qualidade de vida e a promoção da saúde são cada vez mais valorizadas», afirmou.
Galego enfatizou também o papel do montado na “Grande Rota do Montado”, referindo que a maioria do percurso atravessa zonas de montado, um ecossistema preservado e distintivo do Alentejo. «O montado é um ecossistema muito próprio do nosso território, e queremos promovê-lo pela sua especificidade face a outras paisagens, tanto em Portugal como na Europa», explicou.
A Ecopista de Reguengos representa a primeira fase de um projeto mais amplo, que prevê a criação de 182 quilómetros de ecopistas ao longo do Alentejo Central, ligando Évora, Redondo e Reguengos de Monsaraz.
Segundo David Galego, «o objetivo é que o espaço seja acessível a toda a população e a todos os tipos de turistas, não apenas aos mais ligados à prática desportiva».
O presidente da CIMAC revelou ainda que o projeto global ronda os 4 milhões de euros. Embora a implementação total do projeto não tenha sido possível no quadro comunitário 2020 devido a contratempos, Galego expressou confiança na continuação do projeto no âmbito do ALENTEJO 2030. «Estamos convictos de que estes projetos se irão concretizar durante o próximo quadro comunitário», concluiu.



































































