Cerca de 470 investigadores estiveram envolvidos na edição deste ano da Noite Europeia dos Investigadores, que decorreu esta sexta-feira, 25 de setembro, na Praça 1.º de Maio, em Évora, aproximando o trabalho desenvolvido nos centros de investigação da Universidade de Évora da população.
Ao longo de cinco horas, investigadores de diferentes áreas apresentaram projetos, experiências e atividades ao público, numa iniciativa que teve como mote “A Ciência Encontra a Cidade” e que procurou promover o contacto direto entre a comunidade científica e pessoas de diferentes idades.
Em declarações ao Jornal ODigital.pt, o reitor da Universidade de Évora, António Caldeias, rejeitou a ideia de que momentos como este representam simplesmente a saída da ciência dos espaços universitários para a rua.
“A ciência está na rua. Sempre esteve na rua e está na sociedade”, afirmou, salientando que a investigação parte, desde logo, da curiosidade humana e da procura de respostas para diferentes questões. “A ciência começa com a curiosidade e a curiosidade é uma característica do homem”, acrescentou.
Para o reitor, a Noite Europeia dos Investigadores assume, ainda assim, um significado particular para a academia, por permitir mostrar à população aquilo que é produzido nos diferentes espaços de investigação da instituição.
“É um dia muito simbólico e muito especial para toda a Universidade. É o dia em que nós trazemos para fora dos nossos muros, das nossas paredes, dos nossos laboratórios, a ciência que se produz e que se faz na Universidade de Évora”, explicou António Caldeias.
Conhecimento partilhado com diferentes gerações
O objetivo, segundo o responsável, passa sobretudo pela partilha do conhecimento produzido na universidade com diferentes gerações.
“Queremos, acima de tudo, partilhar com as crianças, com os jovens, com os mais velhos, enfim, com todos”, afirmou, sublinhando a importância de a comunidade compreender “o papel que a ciência” desempenha e a relevância do conhecimento na sociedade atual.
A edição deste ano contou com a coordenação do Instituto Mediterrâneo para a Agricultura, Ambiente e Desenvolvimento (MED), uma das unidades de investigação da Universidade de Évora.
Fátima Baptista, diretora do MED e uma das responsáveis pela organização da iniciativa, explicou ao ODigital.pt que a coordenação da Noite Europeia dos Investigadores é assegurada de forma rotativa pelas diferentes unidades de investigação da Universidade de Évora.
Segundo a responsável, o MED assume essa responsabilidade nesta edição e na próxima, sucedendo ao Laboratório HERCULES na coordenação do evento.
Cerca de 470 investigadores envolvidos
A dimensão da participação foi um dos aspetos destacados por Fátima Baptista, que apontou para cerca de 470 investigadores envolvidos na edição deste ano.
“São 470 investigadores envolvidos nesta Noite Europeia dos Investigadores”, revelou ao ODigital.pt, explicando que a participação teve de ser organizada por turnos, uma vez que não seria possível reunir simultaneamente todos os investigadores nas diferentes atividades.
Os vários centros de investigação estiveram representados no espaço do evento, apresentando ao público diferentes trabalhos científicos realizados na Universidade de Évora.
A responsável admitiu que a preparação de uma iniciativa desta dimensão representa “um desafio gigante”, salientando que a organização depende do trabalho conjunto entre equipas e instituições.
“Tem que ser um trabalho de equipa”, afirmou Fátima Baptista, acrescentando que a concretização do evento depende da “colaboração entre todas as instituições”.
Apesar da complexidade associada à organização, a diretora do MED destacou o objetivo comum de dar a conhecer à população o trabalho científico desenvolvido na Universidade de Évora.
A intenção, explicou, é mostrar “aquilo que nós fazemos nos centros de investigação da Universidade de Évora” à cidade e à comunidade, permitindo também que o contacto direto com os investigadores ajude o público a encontrar respostas para questões que, por vezes, surgem no quotidiano.
A Noite Europeia dos Investigadores decorreu entre as 17h00 e as 22h00, com entrada livre, e incluiu experiências, demonstrações, atividades participativas, conversas, percursos, ciência cidadã, música e teatro, envolvendo unidades de investigação da Universidade de Évora e parceiros locais e regionais.



























































