No Dia Mundial do Solo, o Secretário de Estado da Agricultura e do Desenvolvimento Rural apela para que se “Pare a erosão do solo, salve o nosso futuro”

No Dia Mundial do Solo, o Secretário de Estado da Agricultura e do Desenvolvimento Rural, Nuno Russo, fez questão de começar a sua intervenção evocando o apelo da Organização para a Alimentação e Agricultura (FAO): “Pare a erosão do solo, salve o nosso futuro”.

Neste dia, em que também se comemora o 5º aniversário da Parceria Portuguesa para o Solo (PPS), Nuno Russo afirmou que “responder às alterações climáticas obriga-nos, neste momento, a olhar com atenção para o que julgávamos conhecer, mas também a questionar, a repensar, a adaptar, a procurar fazer de forma diferente”.

Para o Secretário de Estado com a pasta da Agricultura e do Desenvolvimento Rural, “a resposta às alterações climáticas é um desafio de todas e de todos. Um desafio também assumido pelo XXII Governo e estabelecido no nosso programa. Não podemos esquecer: Portugal é dos países da União Europeia que mais sentem os efeitos das alterações climáticas. Temos que, de forma permanente, gerir o equilíbrio entre a sustentabilidade nas três dimensões que já realcei: ambiental, económica e social”.

O “solo”, enquadra os quatro grandes desafios desta legislatura: alterações climáticas, demografia, transição digital e combate às desigualdades, acaba por ser o roteiro para travar as alterações climáticas e construir um futuro mais sustentável; o roteiro para apoiar o interior, promover uma maior coesão territorial e estimular o desenvolvimento rural, respondendo às questões demográficas e combatendo as desigualdades; e o roteiro da transição digital”, explicou Nuno Russo.

É através destas medidas, e de tantas mais, que promovemos uma agricultura resiliente e protegemos os solos, melhorando a sua estrutura. Para tal, também se revela essencial o fomento de uma agricultura de precisão, visando uma aplicação eficiente de fertilizantes, assim como o aumento do uso de fertilizantes orgânicos para reduzir progressivamente o uso de fertilizantes sintéticos”, concluiu o membro do governo.