O Município de Viana do Alentejo vai avançar com a redução faseada dos ecopontos na via pública, mantendo a aposta na recolha seletiva porta a porta, modelo que está implementado no concelho desde 2022.
A medida ainda não entrou em vigor e só será aplicada depois de a população ser informada sobre as alterações previstas.
“O que estamos a fazer está integrado numa transição integral para o sistema de recolha seletiva porta a porta que nós já temos no concelho”, afirmou o presidente da autarquia, Luís Metrogos, em declarações ao jornal ODigital.pt, sublinhando que, atualmente, o município assegura dois sistemas em simultâneo.
Segundo o autarca, esta duplicação traduz-se num aumento significativo de custos. “O município faz a recolha porta a porta e faz a recolha dos ecopontos, na via pública. Estamos a duplicar os custos, quer em termos de pessoal, quer em termos de horas”, explicou, acrescentando que Viana do Alentejo é o único concelho da área da Associação de Municípios do Alentejo Central (AMCAL) onde esta situação se mantém.
Recolha seletiva como prioridade
Luís Metrogos rejeitou que a redução dos ecopontos represente um recuo na política ambiental do município. “Não estamos a andar para trás”, afirmou, defendendo que o objetivo é tornar o sistema mais eficaz. “Não queremos privilegiar a recolha de indiferenciados. Queremos é avançar para um modelo mais eficiente de recolha seletiva.”
De acordo com o presidente da câmara, a experiência no terreno demonstra que o sistema porta a porta apresenta melhores resultados. “As pessoas separam melhor com a recolha porta a porta do que com a colocação dos resíduos nos ecopontos da via pública”, referiu.
Nem todos os ecopontos vão desaparecer
O autarca esclareceu que a medida não implica a eliminação total dos ecopontos existentes. “Não vamos retirar todos os ecopontos. Vamos reduzi-los”, disse, explicando que os equipamentos localizados em zonas com maior fluxo de resíduos vão ser mantidos. “Vamos apenas retirar aqueles que não nos parecem essenciais.”
Apesar de já existirem cronogramas definidos para as recolhas, o município pretende ainda otimizar o serviço antes do início do processo. “Já existem os cronogramas para as recolhas, mas vamos tentar otimizar o serviço. Depois, avançamos”, afirmou.
População será informada antes do arranque
Luís Metrogos adiantou que a iniciativa ainda não começou precisamente para garantir que a população é informada atempadamente.
O presidente da câmara reconheceu que a medida poderá causar alguma resistência inicial. “Sabemos que pode ser uma medida talvez impopular no início, porque vai alterar as rotinas de algumas pessoas”, admitiu.
Ainda assim, garantiu que existem alternativas para todos os casos e abertura ao diálogo com os munícipes. “Todas as pessoas têm soluções na mesma e estamos disponíveis para ouvir a população”, concluiu.


















