Na discussão do Plano Ferroviário Nacional, presidente da CCDR apelou para se olhar mais para a região

Ceia da Silva

O Auditório da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Alentejo (CCDRA) recebeu, esta quinta-feira, uma reunião do Conselho Regional.

O órgão consultivo da CCDR, onde têm assento os mais representativos agentes do desenvolvimento sustentável ao nível local e regional, reuniu em Évora para debater dois temas importantes para a região.

Nesta sessão falou-se do Plano Ferroviário Nacional (PFN), tendo sido feita uma auscultação e recolha de contributos, bem como a apresentação dos objetivos do PFN e ainda introdução de questões regionais para debate, pelo coordenador do grupo de trabalho para o PFN, Frederico Francisco.

Após ouvir alguns contributos, Frederico Francisco referiu que o Plano Ferroviário Nacional “não está fechado”, pelo que “a modernização da linha do Leste não está de todo abandonada”, mas a “nova linha, assim que estiver pronta passar a será preferencial”.

O Coordenado Plano referiu ainda que Portalegre é das poucas cidades do país que não está diretamente ligada a uma linha férrea, mas que essa é uma situação “fácil de resolver”.

Foi ainda referido que o plano prevê a modernização da linha Beja-Funcheira, nomeadamente a sua eletrificação e aumento da velocidade suportada.

Questionado sobre a linha que está a ser construída entre Évora e o Caia, Frederico Francisco afirmou que “o que está a ser construído é uma linha de alta velocidade, por isso no futuro terá passageiro”.

O responsável deixou ainda várias possibilidades, como uma nova ponte sobre o Tejo que iria “beneficiar toda a zona a Sul do Tejo, incluindo o Alentejo”, bem como a “reabilitação da linha Beja-Ourique, que permitirá que um intercidades passe por Beja.”

Frederico Francisco deixou ainda claro que uma “ligação do Sudoeste a Huelva é uma questão muito importante e que está a ser tida em conta”.

A fechar o tema, usou da palavra António Ceia da Silva, presidente da CCDR Alentejo, que alertou que “se há região penalizada nos últimos anos, o Alentejo é uma delas, porque perderam-se pessoas e competitividade” acrescentando que “precisamos dos comboios para o Alentejo estar em igualdade na competitividade com outras regiões”, concluindo apelando para a “região passar a ser olhada, de forma a que haja um país mais equilibrado”.

De salientar ainda que neste Conselho Regional foram ainda apresentadas as linhas orientadoras do PO Alentejo 2021-2027, pelo vogal executivo da Comissão Diretiva do Alentejo 2020, Hélder Guerreiro.