Municípios de Évora com oito projetos que usam a cultura para inclusão social (c/fotos)

Cultura inclusiva

Oito ações de inclusão pela cultura, em várias vertentes artísticas, foram desenvolvidas em concelhos do distrito de Évora, nos últimos dois anos, integradas no Programa Transforma, que vai lançar mais projetos no início de 2022.

Coordenado pela Comunidade Intermunicipal do Alentejo Central (CIMAC), que abrange os 14 municípios de Évora, o Transforma – Programa para uma Cultura Inclusiva do Alentejo Central, arrancou em 2020 e vai decorrer até março de 2023.

Com um investimento de quase dois milhões de euros, financiado a 85% por fundos comunitários, a iniciativa, hoje abordada num debate em Évora, promove a inclusão social junto de populações excluídas ou isoladas.

O trabalho é feito através de “uma abordagem integrada entre cultura e inclusão social”, num território rural e de baixa densidade, “envolvendo entidades locais que já têm experiência nas áreas culturais em que se foca o programa”, explicou a CIMAC.

Das 26 ações de inclusão pela cultura ‘em carteira’, oito já viram a ‘luz do dia’, em diversos municípios da região, realçou hoje o presidente da CIMAC, Luís Dias.

São projetos “que trabalham com públicos muito específicos, com crianças com deficiência, idosos, jovens com problemas de enquadramento social” e “comunidades imigrantes”, resumiu.

Segundo o responsável, também presidente da Câmara de Vendas Novas, “no início do próximo ano”, vai ser lançado “mais um conjunto de projetos, em áreas muito transversais de um ponto de vista cultural”.

O programa aproveita “a matriz cultural muito rica que o Alentejo tem”, que envolve “associações que estão no terreno e que fazem um trabalho extraordinário” e coloca-as a trabalhar em prol da inclusão.

Criar inclusão é hoje, para o território, um dos pilares mais fundamentais que podemos ter e a cultura um dos melhores veículos para o fazer”, disse.

O trabalho em rede, com os municípios, os agentes culturais e as associações, é a base do programa, até porque “as comunidades mais desprotegidas e mais frágeis” estão já identificadas “em qualquer concelho do Alentejo Central”.

As oito ações já ‘germinadas’ no âmbito do Transforma incluem o projeto “Nós: primeira pessoa do plural”, dinamizado pela associação Pó de Vir a Ser, em Évora, com pintura, escultura e desenho, segundo divulgou a CIMAC.

As Oficinas do Convento programaram para diversos concelhos iniciativas de fotografia e da área audiovisual, e a Malvada – Associação Artística tem em curso projetos de fotografia e de criação literária e edição, também em vários municípios.

Uma iniciativa transdisciplinar, em Évora e Mora, é a aposta da Associação Monte da Amorada, a criação literária e edição foi a escolha da Associação Sociedade do Bem, em diversos concelhos, enquanto a SOIR Joaquim António d’Aguiar se centrou no município de Alandroal, com um projeto na área audiovisual.

Fique de seguida com algumas imagens do debate decorrido hoje em Évora, numa reportagem de Hugo Calado