O Município de Mourão apresentou a candidatura da Oliveira de Nossa Senhora das Candeias ao concurso “Árvore do Ano Portugal – 2026”, promovido pela UNAC.
A iniciativa pretende destacar árvores com histórias singulares e reforçar a ligação entre património natural e cultural.
Uma árvore milenar com forte simbolismo
A oliveira escolhida é conhecida pelo seu carácter milenar e pela tradição que marcou gerações em Mourão. Durante séculos, as suas azeitonas eram usadas exclusivamente para produzir o azeite destinado às luminárias da padroeira local. Esta ligação religiosa conferiu-lhe uma identidade única no concelho.
A população recorda ainda um episódio lendário. Num ano sem produção de azeitona, a árvore foi atingida por um raio que a dividiu em cinco partes. Apesar do impacto, sobreviveu e continuou a crescer, facto que reforçou a aura de respeito e admiração da comunidade.
Sobrevivente entre centenas de oliveiras centenárias
Durante a desmatação realizada na zona do regolfo da Albufeira de Alqueva, a norte do castelo de Mourão, existiam diversas oliveiras centenárias e milenares. A maioria foi transplantada para diferentes regiões de Portugal e até para outros países, onde hoje embelezam jardins e funcionam como verdadeiras embaixadoras de Mourão.
A Oliveira de Nossa Senhora das Candeias foi a única que permaneceu no concelho. O seu valor simbólico levou ao seu transplante, em 2002, para o canteiro do largo da Rua 9 de Abril, junto ao edifício dos Paços do Concelho. Desde então, tornou-se um elemento marcante da paisagem urbana.



















