A Câmara Municipal de Mourão formalizou, esta quarta-feira, a assinatura de um protocolo com a Guarda Nacional Republicana (GNR) para a implementação de um sistema de videovigilância na vila. O projeto surge como uma resposta às preocupações da população relativamente à segurança pública e tem como objetivo diminuir a criminalidade, reforçar a perceção de segurança e atrair novos investimentos para o concelho.
Segundo disse aos jornalistas o presidente da Câmara Municipal, João Fortes, o sistema será composto por 12 câmaras distribuídas em pontos estratégicos da vila. «Este é um passo significativo para Mourão, que, pela primeira vez, avança com uma solução tecnológica deste tipo. A segurança é uma das nossas prioridades, e acreditamos que este projeto trará benefícios claros para os residentes e para o desenvolvimento económico local», sublinhou o autarca.
João Fortes destacou o papel da GNR como parceira fundamental na salvaguarda da segurança pública. «Este projeto foi desenvolvido em estreita cooperação com a GNR, que ficará responsável pela gestão e monitorização do sistema», acrescentando que «sem segurança, não há liberdade, e a implementação deste sistema de videovigilância é um exemplo do compromisso conjunto entre as autarquias e as forças de segurança para proteger os cidadãos».
A Câmara estima que o custo do projeto se situe entre 70 e 80 mil euros, sendo financiado exclusivamente pelo município. «Apesar de ser um investimento considerável para um concelho com os constrangimentos financeiros de Mourão, decidimos avançar porque a segurança pública é uma prioridade inegociável. A nossa abordagem baseia-se na eficiência: utilizaremos infraestruturas públicas existentes, como edifícios municipais, para reduzir custos de instalação», explicou João Fortes.
Além do impacto na segurança, o autarca acredita que o projeto poderá ter repercussões positivas no desenvolvimento do concelho. «Mourão tem registado um crescimento de pequenos negócios no setor terciário. A segurança é essencial para dar confiança aos investidores e promover a fixação de pessoas num concelho que, durante períodos festivos e de verão, tem um aumento populacional significativo», referiu.
João Fortes reconheceu que a criminalidade no concelho, embora baixa, é proporcionalmente significativa devido à densidade populacional reduzida. «Os dados estatísticos mostram que a criminalidade é residual e estrutural, mas a perceção de insegurança afeta a qualidade de vida e a atração de novos investimentos. Este sistema tecnológico permitirá atuar de forma mais eficaz e proativa», acrescentou.
Com este projeto, Mourão torna-se o primeiro concelho do Alentejo Central a avançar com um sistema de videovigilância formalmente aprovado. «Este é um marco para a nossa autarquia e demonstra o nosso espírito inovador. Esperamos que outras autarquias sigam este exemplo e que, num futuro próximo, possamos colaborar para criar uma rede regional de segurança mais robusta», afirmou o presidente.
O protocolo a ser assinado com a GNR constitui um primeiro passo para a execução do projeto, que deverá avançar com o processo de consulta pública e adjudicação ainda este ano. «Embora desejássemos que o sistema estivesse em pleno funcionamento até ao final de 2025, reconhecemos que os procedimentos legais podem introduzir atrasos. Contudo, continuaremos a trabalhar para que este objetivo seja atingido o mais rapidamente possível», concluiu João Fortes.



































