Quinta-feira, Maio 23, 2024

Mourão: Apresentado o Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais e já conta com meios aéreos

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A vila de Mourão recebeu, esta quarta-feira, a apresentação do Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais para o distrito de Évora, tendo já à disposição um meio aéreo.

Um equipamento que se encontra «em linha com o dispositivo que tem sido planeado ao longo dos últimos anos» pela Proteção Civil, segundo Maira João Rosado, comandante sub-regional de Emergência e Proteção Civil do Comando Sub-Regional do Alentejo Central.

«O dispositivo tem de estar sempre preparado, dentro do dispositivo ou fora dele. Estamos a falar de um conjunto de entidades que tem efetivamente de estar preparado para responder a todo e qualquer tipo de situação em qualquer momento do ano», destacou a comandante, referindo que «a data de hoje [dia 15]», o dispositivo já conta «com o meio aéreo inicial».

«Estamos apenas a aguardar aqui o encerramento de alguns pormenores administrativos», atirou.

No seu discurso, referiu também que os incêndios rurais «têm vida própria e características próprias e todas elas extraordinariamente agressivas» e sublinhou que «cada vez mais é preciso que todos nós termos essa noção».

«Temos de acautelar a todo o instante a segurança de todos aqueles que estão no local. Os cidadãos deverão ter sempre cuidado relativamente a comportamentos de risco, mesmo em contexto de trabalho, a trabalhos agrícolas ou outros», acrescentou.

«A realidade que nós estamos a viver e a presenciar este ano em termos de combustíveis não é favorável neste enquadramento», esclareceu ainda.

A comandante enumerou ainda os fatores de risco que o Alentejo tem.

«Temos manchas florestais, mas não com a continuidade que que existe noutros pontos do nosso país», disse, complementando também que «temos o tradicional fogo corrido, portanto temos muito combustível fino, que também morrem muito facilmente com as temperaturas e com a falta de humidade e ficam também secos muito facilmente».

Para além disso, «há dificuldades também nos recursos humanos, sendo estas transversais a todos os setores que intervêm neste âmbito».

Destacou ainda o tamanho do território, sublinhando as «enormes distâncias que temos de percorrer entre os locais onde as forças intervenientes nesta matéria estão sediadas» e ainda a «densidade populacional não muito favorável nesta temática». No entanto, salientou que «notamos também que a população em si vai acatando as indicações que são dadas pelas entidades oficiais. Para além de uma preocupação especial em não fazer, em não desenvolver comportamentos de risco».

Em termos de números, o dispositivo terrestre vai passar a ter já na segunda quinzena de maio 83 equipas e 304 elementos. Em junho, 88 equipas e 332 elementos.

No verão, entre julho e setembro, denominado “Nível Delta”, o dispositivo vai ser reforçado, contando com 93 equipas e 345 elementos. Vai ter ainda 44 equipas de intervenção perante, de combate a incêndio e de apoio ao combate e mais três comandantes

Já na quinzena seguinte, entre 1 e 15 de outubro, terá 78 equipas, com 282 elementos.

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