O presidente da Câmara Municipal de Moura, Álvaro Azedo e o presidente da Cooperativa Agrícola de Moura e Barrancos, José Duarte, manifestaram-se, esta sexta-feira em Lisboa, reivindicando a construção do Bloco de Rega Amareleja/Póvoa/Moura, que é há muitos anos prometido pelo Governo.
Álvaro Azedo e José Duarte, estiveram à entrada de uma das maiores importantes feiras de turismo que se realiza em Lisboa com uma faixa onde se podia ler “Construam-me Porra”.
Em declarações a’ODigital.pt, Álvaro Azedo, começou por dizer que “não nos podemos esquecer que este processo tem mais de 20 anos, ou seja, há mais de 20 anos que se fala no bloco de Rega Amareleja-Póvoa-Moura e este executivo, esteve sempre do lado do bom-senso, obviamente falando com os governantes que nos tem acompanhado nos últimos anos e transmitindo aquilo que é o sentir dos nossos agricultores e aquilo que é estruturante para o desenvolvimento do nosso concelho mas chegou o momento de dizer basta!”
“Trata-se de um investimento com grande importância para que a nossa agricultura seja dinâmica e nossa agricultura seja de facto aquilo que ela tem que ser produtiva, que está a ser prometido há muitos anos e que continua a passar ao lado deste concelho que está com a água à porta e não a pode utilizar”, frisou.
Álvaro Azedo afirmou eu “não posso aceitar que me sejam transmitidas as coisas ao fim de 20 anos, da mesma forma como foram transmitidas na reunião que houve, recentemente, entre autarcas e senhora ministra, não aceito isso e não aceito que nós continuemos à espera do impulso forte para execução desta obra”.
“Moura está com os pézinhos dentro da água e já existe blocos de rega a regar a região de lés a lés e nós continuamos à espera e isso para mim é inadmissível e é inadmissível que continuamos a ser ignorados, que se continue a dizer que o processo está em que o processo, que está em análise, que o processo está a fazer o seu caminho, quando todos os outros já caminharam a passos largos para o desenvolvimento que Alqueva e que obviamente o regadio lhes oferece”, disse.
Recentemente foi anunciado um bloco de rega para o Baixo Alentejo, “mas nós ficamos felizes, porque é mais um investimento para a região, agora o que nós também queremos é ser felizes com o desenvolvimento do nosso concelho e eu, enquanto autarca, estou cá para defender os interesses das minhas pessoas e é para elas que eu tenho que, obviamente, trabalhar como tal”, acrescentando que “se fui eleito pelo Partido Socialista, eu sou militante do Partido Socialista desde os meus 18 anos, mas há uma militância da qual eu não abdico, que é a militância da defesa do concelho de Moura, a militância da defesa dos interesses das pessoas que são as minhas, que tenho que olhar nos olhos todos os dias e que tenho o dever de defender, aconteça o que acontecer.”
Questionado sobre as explicações dadas pelo Ministério da Agricultura para não avançar com o projeto, Álvaro Azedo, refere que “fala-se da complexidade técnica, fala-se da complexidade financeira, mas, acima de tudo, o que é complexo é que nós continuamos a ver no concelho, pessoas a ir embora, continuamos a sentir que os nossos agricultores não estão a ter o apoio que mereciam e que merecem”.
Sobre uma possível reunião entre o autarca e a Ministra da Agricultura, Alvaro Azedo adiantou que “fui contactado pelo chefe de gabinete da senhora ministra ontem, mas o que eu transmiti foi, eu meto-me em duas horas em Lisboa, se tiver alguma coisa concreta para ouvir, ou quando for para ouvir coisas que realmente signifiquem um avanço importantíssimo do projeto, porque sem haver desenvolvimentos concretos não me desloco a Lisboa para reunir com a Ministra da Agricultura”.
“Da parte do Governo a única promessa que temos é que o Bloco de rega estaria concluído em 2025, mas se o processo não anda como pode esta data ser cumprida?, nem que o processo iniciasse já essa promessa era concluída, por isso exigimos que nos falem a verdade e que nos mostra evidência da vontade de construir este bloco, porque vamos continuar com a luta, doa a quem doer”, concluiu o autarca.
















