A Mota-Engil assinou um contrato de 207,3 milhões de euros com a China Aviation Lithium Battery, conhecida como CALB, para a construção da primeira fase da fábrica de baterias de lítio em Sines.
O contrato foi celebrado através da subsidiária Mota-Engil Engenharia e Construção e diz respeito à fase 1 da New Sines Gigafactory. A intervenção vai abranger uma área de aproximadamente 17 hectares, com cerca de 62.000 metros quadrados de construção.
“A Mota-Engil informa que, através da sua subsidiária Mota-Engil Engenharia e Construção, celebrou com a CALB um novo contrato no montante de 207,3 milhões de euros relacionado com a construção da fase 1 da New Sines Gigafactory”, lê-se no comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários.
Primeira fase da obra tem prazo de 22 meses
Segundo a construtora, a primeira fase da obra terá um prazo estimado de 22 meses.
Esta etapa contempla a construção de oficinas, uma estação de redução de tensão, áreas de armazenamento, uma estação de resíduos sólidos, uma estação de esgotos, portarias e um edifício associado à central elétrica integrada.
A fábrica de baterias de lítio da CALB ficará instalada na Zona Industrial e Logística de Sines, num projeto ligado à produção de baterias para automóveis.
Projeto prevê investimento de 2.000 milhões de euros
A unidade da CALB em Sines representa um investimento previsto de cerca de 2.000 milhões de euros e deverá criar 1.800 postos de trabalho diretos.
O projeto tem entrada em operação prevista para 2028, segundo a informação divulgada anteriormente na cerimónia de lançamento da fábrica, realizada em Lisboa.
A CALB é uma fabricante chinesa de baterias de iões de lítio. A escolha de Sines foi justificada pela empresa com as vantagens estratégicas da localização, a mão-de-obra qualificada e os benefícios logísticos associados ao porto de águas profundas.
Fábrica pode receber até 350 milhões em apoios
O projeto poderá receber até 350 milhões de euros em apoios públicos no âmbito do regime europeu de incentivos à reindustrialização e aceleração da inovação e de novas competências técnicas.
O valor ainda depende da avaliação do investimento elegível pela Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal.
Na cerimónia de lançamento do projeto, o ministro da Economia, Pedro Reis, afirmou que o regime europeu permite um apoio até 35%, explicando que daí resulta o valor de 350 milhões de euros que tem sido apontado.
Quanto à origem do lítio, o governante adiantou que a CALB terá soluções que consideram a extração em Portugal e outras fontes, sublinhando que o modelo do projeto é autónomo seja qual for a origem da matéria-prima.



















