Morreu o antigo reitor da Universidade de Évora Manuel Ferreira Patrício

antigo reitor da universidade de évora

Faleceu Manuel Ferreira Patrício, antigo reitor da Universidade de Évora

O antigo reitor da Universidade de Évora (UÉ) Manuel Ferreira Patrício morreu hoje, aos 82 anos, revelou a academia alentejana.

Fonte da UÉ indicou à agência Lusa que Manuel Ferreira Patrício morreu esta manhã no Hospital Santa Luzia, em Elvas, no distrito de Portalegre, onde estava internado.

Nascido em Montargil, no concelho de Ponte de Sor, Portalegre, a 23 de setembro de 1938, Ferreira Patrício foi condecorado com a Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique, em 2012, pelo então Presidente da República, Cavaco Silva.

O ex-reitor era licenciado em Filosofia, pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, doutorado em Ciências da Educação, especialidade Filosofia da Educação, e agregado em Teoria da Educação e em Axiologia Educacional.

Ferreira Patrício foi reitor da UÉ entre 2002 e 2006, instituição onde foi docente, presidente do Conselho do Departamento de Pedagogia e Educação e do Conselho Pedagógico, entre outros cargos.

O pedagogo foi ainda diretor-geral do Departamento do Ensino Superior do Ministério da Educação, presidente da Comissão de Planeamento da Região Sul, do Instituto de Inovação Educacional do Ministério da Educação e do Conselho Científico da Escola Superior da Educação de Beja.

Além da Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique, também lhe foi atribuído o Doutoramento Honoris Causa pela Universidade do Porto, em 2002, e a Medalha de Mérito Municipal, Classe de Ouro, pela Câmara de Évora, em 2006.

Num comunicado enviado à Lusa, a Universidade de Évora indicou que a atual reitora da academia, Ana Costa Freitas, decretou três dias de luto académico pelo falecimento de Manuel Ferreira Patrício.

“Deixa-nos um considerável e eloquente legado, tendo sido um pioneiro, um homem que dedicou a sua vida, persistente e coerentemente, às suas convicções e a quem a UÉ e o país muito devem”, considerou Ana Costa Freitas.

A reitora da UÉ realçou ainda que “o seu lugar na história e na memória desta academia está assegurado, não apenas pela sua erudição, mas também pela sua personalidade cordial, afável e atenta a todos os que o rodeavam”.