Monsaraz: “A seca a sul do Tejo deixou de ser conjuntural para passar a ser estrutural”, disse Ministro do Ambiente

Ministro do Ambiente

Como demos conta, nos últimos dias decorreu no Centro Náutico de Monsaraz, no concelho de Reguengos de Monsaraz, o “WATER World Forum for Life”, no qual se abordou a água e a sustentabilidade ambiental.

Promovido pela Câmara de Reguengos de Monsaraz, do distrito de Évora, e organizado pela empresa The Race, o fórum teve “formato híbrido”, ou seja, presencial e com a transmissão ‘online’ de conteúdos.

Este sábado decorreu a sessão de encerramento em que esteve presente o Ministro do Ambiente e Ação Climática, João Pedro Matos Fernandes, que começou por chamar a atenção para a zona de onde estava a decorrer o evento onde “parece haver muita água, mas é uma ilusão, não há muita água…”.

O governante deixou claro nas palavras proferidas que “o grande desafio das próximas décadas é usar de forma muito poupada, muito criteriosa e parcimoniosa os nossos recursos e entre eles a água”.

João Pedro Matos Fernandes explicou que “Portugal fez um caminho muito significativo ao longo de décadas, com um investimento muito consistente, naquilo que agora se chama o serviço urbano da água e que já conseguimos passar de 50% para 90% de água segura da torneira”.

No país aumentou o número de bandeiras azuis nas praias, um fato que o Ministro do Ambiente explicou que “não foi a água que melhorou, foi o tratamento dos esgotos que melhorou muito”, destacando assim a importância do tratamento dos esgotos, pois, “esgoto tratado é água para um conjunto vasto de aplicações”.

Para que se conserve a água, “é essencial nós cuidarmos de toda a nossa rede hidrográfica e todos os nossos recursos hídricos, sejam, eles subterrâneos sejam superficiais”, indicou Matos Fernandes, que afirmou que “a seca a sul do Tejo deixou de ser conjuntural para passar a ser estrutural”.

João Pedro Matos Fernandes apontou depois para a agricultura que “é responsável em Portugal pelo consumo de 75% da água no continente e, por isso, a agricultura tem de assumir uma responsabilidade particular”, alertando que há que “melhorar os solos e essa é a melhor forma de conseguirmos adaptar, ou seja, melhorar os solos abandonando paulatinamente a utilização de compostos químicos e colocando no solo matéria orgânica e nesta parte o Alentejo há muito, muito tempo que precisa de matéria orgânica”. O Ministro do Ambiente concluiu, referindo que “os desafios da água, onde existe pouca água, são geri-la com eficiência e garantir que ela nunca falta”.