Quarta-feira, Setembro 28, 2022
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Monforte vai ter unidade de produção de hidrogénio verde num investimento de 16M€

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Conforme avançámos esta semana, uma unidade de produção de hidrogénio verde e de prestação de serviços de operação e manutenção vai ser criada em Monforte (Portalegre), num investimento na ordem dos 16 milhões de euros, foi hoje revelado.

O projeto vai ser desenvolvido na sequência de uma parceria criada entre a Lightsource BP e a Douro Gás (LSBPDG), em terrenos pertencentes à freguesia rural de Assumar, no concelho de Monforte.

“O projeto já foi sujeito à aprovação do Programa Operacional Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos (PO SEUR), há um ano atrás, e agora estamos a implementá-lo”, explicou hoje à agência Lusa Paulo Preto dos Santos, da Douro Gás.

De acordo com o responsável, o projeto conta com um investimento na ordem dos 16 milhões de euros, sendo o mesmo composto por uma unidade de produção de hidrogénio verde e uma componente solar fotovoltaica.

Paulo Preto dos Santos indicou ainda que, “até ao final” de 2023, o projeto tem de estar em funcionamento, acrescentando que a unidade produzirá “no máximo” 89 quilos de hidrogénio por hora.

“Escolhemos Monforte para desenvolver este projeto porque é um dos pontos de acesso à REN – Redes Energéticas Nacionais, à rede de alta pressão do gás”, justificou.

Segundo Paulo Preto dos Santos, a componente de produção fotovoltaica do investimento, composta por “10 megawatts (MW)”, vai ser desenvolvida em “15 a 20 hectares” do terreno, enquanto a de produção de hidrogénio verde não chegará a uma área de um hectare ocupado.

O anúncio de procedimento para o concurso público da obra foi publicado no dia 12 deste mês em Diário da República (DR), tendo como base um valor de 10.420.000 euros.

Contactado pela Lusa, o presidente da Câmara de Monforte, Gonçalo Lajem, manifestou-se “bastante satisfeito” por acolher este investimento, acrescentando que este projeto deverá criar “cinco a seis” postos de trabalho.

O que até pode não ser muito para concelhos mais desenvolvidos, mas “é mais uma oportunidade” para o que dirige.

“Cinco ou seis postos de trabalho em Monforte dizem respeito a 500 ou 600 em Lisboa e, na maior parte das vezes, estamos a falar de mão-de-obra qualificada”, disse.

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