O antigo Largo do Espírito Santo, em Monforte, passou a chamar-se Largo Maestro Armando Reigota. A homenagem decorreu este sábado, 27 de junho, no local onde o músico viveu, criou família e marcou a memória de várias gerações ligadas à música e às bandas filarmónicas.
O momento contou com a presença de familiares, elementos ligados ao movimento filarmónico e representantes da autarquia. Para o presidente da Câmara Municipal de Monforte, Miguel Rasquinho, esta homenagem reconhece o percurso de uma figura que teve um papel relevante na formação musical no concelho e noutras localidades do distrito.
Segundo o autarca, Armando Reigota foi músico, militar e, “acima de tudo, um construtor de músicos de bandas filarmónicas”, tendo passado por várias formações, não apenas em Monforte, mas também noutros pontos do distrito e do país.
Miguel Rasquinho recordou que o maestro esteve ligado a várias bandas e quartéis, tendo recebido convites para permanecer noutros locais, mas optou sempre por regressar a Monforte. “Sempre lhe pediram para ficar nesses locais, ofereceram casa e ele nunca quis sair de Monforte”, afirmou.
Maestro Armando Reigota deu nome ao antigo Largo do Espírito Santo
A escolha do local para esta homenagem está ligada à vida pessoal do maestro. Armando Reigota viveu no número 11 do antigo Largo do Espírito Santo, agora Largo Maestro Armando Reigota.
“Foi sempre aqui que ele viveu e, portanto, foi aqui que criou a família, os filhos, os netos”, referiu Miguel Rasquinho, recordando ainda a imagem do maestro naquele largo, onde continua a ser lembrado por quem com ele conviveu.
Para o presidente da Câmara de Monforte, a homenagem não se limita à alteração da designação de um espaço público. Representa também uma forma de preservar a memória coletiva da vila e de valorizar figuras que contribuíram para a identidade local.
“Estas terras, estes concelhos, não podem só viver de obra física. Precisamos de viver de memórias, de pessoas, de emoções”, afirmou Miguel Rasquinho.
Ligação às bandas filarmónicas marcou várias gerações
Nas declarações prestadas após o momento de homenagem, Miguel Rasquinho destacou o papel de Armando Reigota na vida cultural de Monforte e no movimento filarmónico, considerando que o maestro foi “acima de tudo, um construtor de músicos de bandas filarmónicas”.
O presidente da Câmara de Monforte sublinhou que Armando Reigota formou vários músicos e teve influência direta na história da Sociedade Filarmónica local. Segundo o autarca, foi também pela sua intervenção que foi adquirida a sede da instituição.
“Foi pela sua mão que se comprou a sede da Sociedade Filarmónica e só por isso hoje temos essa sociedade”, afirmou Miguel Rasquinho, defendendo que este contributo ajuda a explicar a importância da homenagem agora prestada.
A ligação do maestro ao movimento filarmónico não se limitou a Monforte. Miguel Rasquinho recordou que Armando Reigota passou por várias bandas do distrito, entre elas formações do Vimieiro, da Banda Euterpe, do Crato e de Galveias, tendo deixado marca em diferentes comunidades através da música.
Homenagem coincidiu com uma data ligada à memória do maestro
Miguel Rasquinho sublinhou ainda que a data escolhida tinha significado para Armando Reigota, pela ligação do maestro ao dia de São Pedro e às tradições vividas naquele largo.
Segundo o presidente da Câmara de Monforte, Armando Reigota participou durante vários anos na dinâmica festiva desta data, criando marchas e acompanhando a vida cultural associada à filarmónica e aos bailes que decorriam no antigo Largo do Espírito Santo.
“Este dia de São Pedro significava muito para o Maestro. Ele criou muitas vezes marchas para este dia de São Pedro, não só as músicas, mas também os marchantes”, afirmou Miguel Rasquinho.
O autarca defendeu que a continuidade destas comemorações é também uma forma de preservar a memória local e de transmitir essa ligação às gerações mais novas.
“Temos que continuar a criar estas memórias para os nossos filhos, para os nossos netos, porque senão estas terras apenas vivem do betão e isso não pode acontecer. Temos que viver de pessoas acima de tudo”, declarou.
Câmara de Monforte prepara novas homenagens
Miguel Rasquinho revelou ainda que a Câmara de Monforte aprovou em reunião de executivo a atribuição de mais dois nomes ligados à história do concelho.
Uma das homenagens será dedicada ao professor José Duarte, apontado pelo autarca como uma figura relevante na área da educação em Monforte e também com ligação à Santa Casa da Misericórdia, onde foi provedor durante vários anos.
A outra homenagem será atribuída a Rui Maia da Silva, antigo presidente da Câmara Municipal de Monforte e antigo presidente da Assembleia Municipal. Segundo Miguel Rasquinho, esta distinção deverá ocorrer durante as festas da sua terra, no mês de setembro.
Com a atribuição do nome do Maestro Armando Reigota ao antigo Largo do Espírito Santo, a Câmara de Monforte pretende fixar na toponímia da vila a memória de uma figura ligada à música, às bandas filarmónicas e à vida comunitária do concelho.














































