Monforte: Autarca diz que a Central Solar em Santo Aleixo é “uma lufada de ar fresco”

Gonçalo Lagem

Como já noticiámos, foi apresentado, esta terça-feira, o projeto da Central Solar de Santas, na Herdade das Santas, em Santo Aleixo, no concelho de Monforte (Portalegre), um investimento de 120 milhões de euros e que vai ser desenvolvido em 350 hectares.

Um projeto que é promovido pela empresa Akuo, produtor independente de energia a partir de fontes renováveis

Odigital.pt ouviu o presidente da Câmara Municipal de Monforte, Gonçalo Lagem que começou por falar do investimento referindo que “estamos a falar de um investimento de 120 milhões de euros, com um prazo de execução de um ano e meio e 450 pessoas a trabalhar aqui na execução, nesse prazo de um ano e meio, o que quer dizer que a população de Santo Aleixo a freguesia adjacente duplica”.

Com o previsível aumento da população durante o decorrer da obra, o autarca salienta que “temos que saber capitalizar a presença destas pessoas em termos da economia local, nomeadamente os restaurantes, as dormidas, ou seja, temos que estar à altura de saber capitalizar essa grande mais-valia, para não falar em termos energéticos e em termos de sustentabilidade ambiental no funcionamento”.

Por outro lado o pós obra, também é importante como referiu o edil, dizendo que “quando estiver tudo em pleno funcionamento também queremos capitalizar isso e tem que ser refletido no preço da eletricidade para as pessoas em primeira mão, depois na compensação ou nas concessões de eletricidade, os municípios também têm que ter aqui que ser diferenciados e majorados perante estes investimentos, pois se produzimos energia limpa para servir um conjunto de grande de pessoas, também temos que tirar partido dessa produção que acontece no nosso território”.

Parece-me muito ambiciosa esta visão e esta estratégia consolidada do governo, no que diz respeito à implementação das energias renováveis em todas as áreas a eólica, solar e solar flutuante, portanto, as coisas parecem que estão bem delineadas, agora temos todos que tirar contrapartidas e mais valias de todos estes investimentos porque poderá ser também uma oportunidade”, disse o autarca.

Referiu ainda que estes investimentos poderão ser “uma lufada de ar fresco” para “atrair gente, para qualificar pessoas, porque depois têm que ser necessários recursos humanos qualificados para trabalhar nestas centrais de produção da energia”.

Recorde-se que esta central terá uma potência infeção de 150MVA, uma potência pico licenciada de 180 MWp, irá evitar a emissão de 70.000 tCO2 por ano, prevê abastecer o equivalente a 100 mil casas e terá instalados 360 mil painéis solares.