A ministra do Ambiente e Energia garantiu o acesso condicionado à praia da Galé-Fontainhas vai ser resolvido e que a existência de um torniquete “não está de acordo com o espírito de praia pública”.
“Esta questão vai ser resolvida, eles não podem estar a barrar. E não é um grande empreendimento como foi dito nos canais de televisão: é um parque de campismo e a justificação que nos deram foi porque as pessoas têm bens, eles que não estão a barrar, mas querem saber quem entra por questões de segurança”, assegurou Maria da Graça Carvalho.
Em declarações aos jornalistas, depois de uma visita a obras de reforço do Baixo Mondego, no concelho de Montemor-o-Velho, a governante sublinhou que “as praias em Portugal são públicas e têm acesso público”.
Maria da Graça Carvalho explicou que visitou recentemente vários troços da costa entre Tróia e Melides, acompanhada pelo presidente da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) e por representantes do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), tendo identificado apenas um caso em que o acesso à praia é feito através de torniquete.
“Há uma, na verdade, que tem um torniquete e nos perguntam o nome”, afirmou, acrescentando que regressou posteriormente ao local de forma discreta para confirmar a situação.
“Deixaram-me entrar através do torniquete. Nesse dia não me perguntaram o nome, mas deixaram-me entrar”, relatou.
De acordo com a ministra do Ambiente, o parque de campismo da Galé-Fontainhas, no concelho de Grândola, é uma infraestrutura que existe “há cerca de 40 anos” e cuja situação o Governo pretende regularizar.
“Eles têm de ter um caminho público para a praia. Esse é um dos problemas”, afirmou.
Sobre as preocupações ambientais relacionadas com a ocupação da área, defendeu medidas de renaturalização.

















