Ministra da Agricultura afirma que “a cultura do milho assume uma importância reconhecida pelo país”

A Ministra da Agricultura, Maria do Céu Albuquerque afirmou, esta quarta-feira, que “a cultura do milho assume uma importância reconhecida pelo país e pelo Governo de Portugal”.

As declarações foram proferidas no encerramento do 10º Colóquio Nacional do Milho, em Coimbra, onde a Ministra da Agricultura referenciou que “a cultura do milho nos sistemas agrícolas e pecuários nacionais assume uma importância reconhecida pelo país e pelo Governo de Portugal. Prova disso é a implementação da Estratégia Nacional para a Promoção da Produção de Cereais, a qual surge em resposta à acentuada diminuição da produção de cereais que se tem vindo a verificar nas últimas décadas, à baixa taxa de aprovisionamento do país e tendo em conta a importância dos cereais na dieta alimentar”.

Segundo Maria do Céu Albuquerque “prevê-se que, num horizonte de 5 anos, se alcance um grau de autoaprovisionamento em cereais de 38%, correspondendo 80 % ao arroz, 50 % ao milho e 20 % aos cereais praganosos”, adiantando que “os números são animadores e fazem crer que estamos num bom caminho: Em termos de Balança Comercial, apesar de Portugal continuar a ser um país deficitário em cereais, nos últimos anos parece começar a desenhar-se uma tendência de incremento das exportações principalmente no setor do milho e do arroz. Com efeito em 2018 o valor das exportações aumentou muito mais que o das importações, com o milho e o arroz a serem os principais responsáveis por estes aumentos. No caso do milho, durante os últimos 5 anos, as exportações quadruplicaram em termos de quantidade, sendo Espanha o principal destino tal como acontece para os restantes cereais exportados; em 2018 foram exportadas cerca de 270 mil t de milho com o valor de cerca de 50 milhões €”.

Para a Ministra com a pasta da agricultura “esta estratégia surgiu num momento crucial, em que teve início a discussão da futura Política Agrícola Comum, Portugal continuará, de forma construtiva e empenhada, a apostar na melhoria das propostas regulamentares em discussão, visando obter um novo modelo de prestação da PAC que, sendo robusto e orientado para o desempenho, permita, em simultâneo, uma efectiva simplificação”.

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