Migração da TDT já se iniciou no Alto Alentejo. Presidente da ANACOM alerta se “o televisor ficar negro, não avariou” (c/som e fotos)

Mudança da TDT no Alto Alentejo

A localidade de Alter do Chão, no distrito de Portalegre, recebeu, no passado dia 12 de Agosto, a sessão simbólica que marcou o arranque de mais uma fase da migração da rede de Televisão Digital Terrestre (TDT), necessária para a futura implementação do 5G.

Uma cerimónia que contou com a presença do Presidente do Conselho de Administração da ANACOM, João Cadete de Matos, bem como com o Presidente da Câmara Municipal de Alter do Chão, Francisco Reis, e ainda vários técnicos da ANACOM.

Uma sessão na qual foi possível visualizar o fim do sinal na anterior frequência e a sintonização da nova, num processo simples que foi exemplificado nos Paços dos Concelho de Alter do Chão.

ODigital.pt falou com João Cadete de Matos, Presidente da ANACOM, que começou por explicar que importância e que alterações trás esta mudança para o Alentejo, referindo que na região “há muitas freguesias que estão mais distantes e nomeadamente que algumas delas necessitam de Televisão Digital Terrestre para se manterem conectadas ao país, para se manterem informadas, para terem os canais não só de informação mas também de divertimento e de cultura e até nos últimos meses, com a pandemia, o estudo em casa portanto também os jovens a seguir a escola através da televisão.” Tendo explicado ainda que “esta mudança que serve para preparar o 5G, pois é essencial que venha esse novo desenvolvimento tecnológico, mas que as pessoas o que querem pura e simplesmente é ver os canais gratuitos e, portanto, essa foi a preocupação que estamos a ter e que esta mudança que é necessária, como referi, por causa do 5G.”

Esta mudança já aconteceu noutras regiões do país, sendo que nessas regiões João Cadete faz um balanço positivo da mudança salientando que “fizemos já a mudança de várias dezenas de emissores no total. Vamos continuar agora com 163 emissores, tinham sido dados 80 portanto aproximadamente 25 por cento, faltam outros três quartos”, acrescentando que “a mudança correu bastante bem começou pelo Algarve e depois foi vindo pelo Alentejo, mas entretanto foi interrompida por causa da pandemia e portanto reiniciamos hoje aqui o processo, mas correu bem, nós recebemos cerca de 25 mil telefonemas no call center do centro de atendimento telefónico”, referindo que “noventa e seis por cento dos telefonemas foram resolvidos através do telefone e apenas numa pequena percentagem 4 por cento mas mesmo assim foram 1000 casos em que os técnicos da ANACOM na base do agendamento se deslocaram à casa das pessoas que o solicitaram para ajudar a fazer a sintonia.”

Já sobre o processo de mudança nas televisões da população, o Presidente da ANACOM explica que “quando as pessoas ficam com o televisor negro o televisor não avariou, não se passa nada de anormal, o que há é a necessidade de fazer uma nova sintonia, isso é feito através do comando da televisão ou da Box no caso da televisão não ser digital e se esse comando deve se fazer uma busca automática e fazer a nova sintonia mas tiver dificuldades ligue para 800 102 002 ou também peça a um técnico da ANACOM. Se for necessário para ir à sua casa ajudar a fazer a sintonia dos canais.”

Questionado se desde o inicio desta mudança já foram reportadas algum tipo de fraudes, João Cadete revela que “nós tivemos apenas quando o processo iniciou queixas de que alguns consumidores tinham sido contactados tendo lhes sido dito que a TDT ia acabar e que tinham que passar para os pacotes com televisão paga e isso é uma informação falsa, portanto a TDT não vai acabar há apenas uma mudança de frequência e é uma mudança gratuita não implica nem mudar de televisão, nem mudar de antena, nem mudar de instalação, é fazer uma nova sintonia”.

O Presidente da ANACOM deixou ainda o alerta para que “ se alguém bater à porta para fazer uma instalação, para fazer esta sintonia, só devem abrir a porta a técnicos identificados da ANACOM que os tenham chamado portanto, ou seja, os técnicos da Anacom só se deslocam à casa das pessoas se tiver havido um prévio telefonema para este número que eu referi 800 102 002, e na base desse agendamento então vem um técnico devidamente identificado a casa fazer a sintonia dos canais”.

Já sobre as zonas cinzentas que existiam na anterior frequência, João Cadete, refere que com esta nova frequência “poderá haver uma resolução através do novo sistema, porque é um sistema de multi-frequência e, portanto, alguma melhoria na transmissão do sinal. Mas é uma melhoria marginal”, mas explica que “quem está nessas zonas de sombra, onde, portanto o sinal da antena terrestre não chega, tem que ter uma parabólica e recebe o sinal por satélite mas também nesse caso veem televisão gratuita. A única diferença é que em vez de ser pela antena tradicional no cimo do telhado e por uma antena parabólica e tem que ter dentro de casa um descodificador que é comparticipado pela empresa que tem esta responsabilidade que a empresa Altice e, portanto, quem quiser pode adquirir Esse descodificador e ter a antena parabólica e ver todos os canais gratuitamente.”

 

Falamos ainda com Francisco Reis, Presidente da Câmara de Alter do Chão, que começou por referir que que “foi um momento importante esta cerimónia que aconteceu aqui, ou seja, essa transição digital como todos nós sabemos vai acontecer a curto prazo em todo o território, esta teve uma pequena diferença porque foi acionada aqui, pelo presidente da ANACOM e pela sua Diretora-Geral acompanhada dos técnicos e para mim, como não podia deixar de ser, enquanto presidente de câmara, enquanto cidadão deste concelho, é uma honra acontecer assim, provavelmente deverá acontecer assim noutros lados, mas é uma honra para mim e para Alter, pois é mais um marco importante”.

Francisco Reis destacou ainda que com esta transição “é a tecnologia e o mundo a crescer e as comunicações a serem alteradas, para que no futuro o interior tenha as mesmas condições que tem o litoral e é nesse caminho que nós temos de progredir e essa guerra que nós temos que fazer e esse empenhamento de todos os autarcas devem ter nos seus territórios, pois é empenharem-se para que as novas tecnologias a modernidade chegue aos nossos territórios para que nós não nos s de uma vez por todas inferiorizados em relação litoral para ser um país de dois pesos”.