Mértola: Deputado Nelson Brito defende a caça e critica a “visão urbana dos hábitos mais rurais”

O deputado da Assembleia da República, eleito pelo Círculo de Beja, Nelson Brito, criticou, esta quinta-feira, aqueles que têm uma “visão mais urbana daquilo que são os nossos hábitos mais rurais”, como é o caso da caça.

Nelson Brito falava na cerimónia de inauguração da 13ª Feira da Caça de Mértola, um certame que decorre até domingo, com o objetivo de promover o património cinegético da região.

O deputado alentejano deixou claro que defende “por convicção intrínseca o mundo rural no sentido mais amplo e, mais em concreto do mundo da caça, pois, o baixo alentejano faz isso de peito aberto sem ter de estar com invenções cosméticas da sua maneira de ser”.

O socialista falou também que na legislatura anterior, em que havia acordos parlamentares, que a apelida de “uma legislatura conturbada”, no entanto, no que diz respeito “à atividade cinegética, no quadro atual, parece-me que estabilizou, hoje temos um quadro politico que estabilizou esta lógica, porque anteriormente todos os dias tínhamos uma nova novidade em relação à caça e ao mundo cinegético e, esse é para já um ganho, apesar de termos de traçar e fazer um caminho não só legislativo, mas também de divulgação”.

“Atualmente há uma visão mais urbana daquilo que são os nossos hábitos mais rurais, onde se enquadra a cinegética, que parece que estamos a atacar o mundo e não queremos bem à natureza e esse é um pensamento muito errado e que viola aquilo que é a liberdade e principalmente o respeito pelo gosto dos outros”, frisou Nelson Brito.

O deputado socialista deixou claro que “há um equilíbrio que cada vez se aprofunda mais, que é o equilíbrio entre o homem e a caça, entre o homem e as espécies e entre o homem e a natureza e este é o equilíbrio que cada vez se aprofunda mais e não há ninguém que queira mais esse equilíbrio que o caçador e que os agricultores no caso do mundo rural”.

Concluiu, referindo que “ninguém pode ter a ousadia de dizer que aqueles que são os interessados da atividade da natureza que não são os primeiros guardiões precisamente dessa atividade e é entrar por um caminho errado ao apelidar-se de destruidores aqueles que vivem, que fazem economia e que fazem o gosto das atividades que praticam”, acrescentando que “esse é um caminho erradíssimo que tem vindo a ser seguido na Assembleia da República, no espaço politico, no espaço de decisão e é esse caminho que os homens e mulheres da caça e do mundo rural que têm de combater, pois, ninguém mais que eles está interessado em preservar o seu próprio mundo”

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