O vento forte registado hoje de manhã em Évora partiu as portas e estrutura de vidro que separam a zona de restauração de uma varanda no centro comercial existente na cidade, sem feridos, revelaram as autoridades.
Em declarações à agência Lusa, o comandante dos Bombeiros Voluntários de Évora, Rogério Santos, explicou que a empresa proprietária do centro comercial Évora Plaza não comunicou oficialmente a ocorrência.
“A gestão do centro comercial não solicitou qualquer intervenção dos bombeiros, pelo que não houve esta ajuda externa”, afirmou.
Contudo, o comandante dos bombeiros disse que esteve no local e que constatou que “os vidros que dão para a varanda no 1.º andar partiram-se para o interior do edifício”.
“Esta estrutura em vidro separa a varanda da zona de alimentação do centro comercial, mas o vento arrancou a estrutura e os vidros partiram-se e caíram para o interior”, precisou.
A situação “não provocou feridos”, nem fez desabar o teto.
“O teto do centro comercial está de pé. As portas e a estrutura em vidro é que não aguentaram a pressão do vento”, disse Rogério Santos.
Também contactado pela Lusa, o responsável pelo Serviço Municipal de Évora de Proteção Civil, Joaquim Piteira, corroborou que a intervenção desta entidade também não foi solicitada pelo proprietário do centro comercial.
“Foi tudo tratado pela equipa interna do Évora Plaza. Oficialmente, nada foi comunicado à Proteção Civil Municipal”, referiu.
Ainda assim, Joaquim Piteira esclareceu que “não houve feridos” e que “a situação foi resolvida pelo proprietário”.
Portugal continental e o arquipélago da Madeira estão a ser afetados desde quarta-feira pelos efeitos da depressão Claudia com chuva, vento e agitação marítima fortes, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).
A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) registou até às 11:00 de hoje dois mortos, cinco pessoas deslocadas de duas habitações inundadas e 918 ocorrências, enquanto 13 mil clientes continuavam sem energia elétrica.
Em declarações à Lusa, José Costa, da ANEPC, afirmou que duas pessoas morreram em Fernão Ferro, no Seixal, distrito de Setúbal, devido à inundação de uma habitação, e que cinco pessoas foram deslocadas de duas habitações inundadas em Alferrarede, Abrantes.
No total, até às 11:00, foram registadas em Portugal 918 ocorrências, das quais 594 foram inundações e 140 foram quedas de árvore, acrescentou.
A região de Lisboa e Vale do Tejo foi a mais afetada pela depressão Cláudia, com 540 ocorrências.
Na região Centro foram contabilizadas 263 ocorrências, no Norte registaram-se 66, no Alentejo 19 e no Algarve 31, de acordo com a ANEPC.
Pelas 10:30, a E-REDES contabilizava 13 mil clientes afetados pela falha de energia elétrica, sobretudo nos distritos de Lisboa, Santarém e Setúbal, segundo fonte oficial da empresa.



















