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Mau tempo provoca prejuízos de 16 milhões de euros no Alto Alentejo

Os prejuízos causados pelo mau tempo no distrito de Portalegre ascendem, para já, a 16 milhões de euros, segundo levantamento da CIMAA.

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Os prejuízos causados pelo mau tempo no distrito de Portalegre ascendem, para já, a cerca de 16 milhões de euros, segundo um levantamento realizado pela Comunidade Intermunicipal do Alto Alentejo (CIMAA) e já entregue à Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Alentejo, revelou fonte da entidade à agência Lusa.

Em declarações à Lusa, o presidente da CIMAA, Joaquim Diogo, explicou que o valor apurado corresponde, nesta fase, sobretudo a danos em infraestruturas municipais e em algumas infraestruturas privadas.

O responsável adiantou que a contabilização de prejuízos ainda está em curso, sobretudo no que diz respeito ao impacto nas empresas e na atividade agrícola.

“Está a ser feito o trabalho relativamente a empresas e até na área agrícola”, disse, admitindo que o valor global poderá aumentar.

Segundo Joaquim Diogo, a avaliação dos danos no setor agrícola está a ser realizada através de uma linha direta criada para esse efeito, pelo que “este número pode subir exponencialmente”.

O levantamento dos prejuízos foi entregue esta terça-feira à CCDR do Alentejo, entidade responsável por coordenar o processo de avaliação e resposta aos danos provocados pelo temporal.

De acordo com o presidente da CIMAA, que também preside à Câmara Municipal do Crato, os concelhos mais afetados foram Portalegre, Gavião, Nisa e Ponte de Sor.

Ainda assim, acrescentou, todos os municípios do distrito registaram algum tipo de prejuízo.

“Mas todos os municípios acabam por ter aqui algum ‘report’ de prejuízos”, afirmou.

Joaquim Diogo manifestou também preocupação com a recuperação das infraestruturas danificadas e defendeu a necessidade de medidas rápidas por parte do Governo.

Segundo o autarca, os municípios precisam de apoio no âmbito do programa Portugal Transformação, Recuperação e Resiliência (PTRR) para fazer face aos custos já assumidos e para avançar com intervenções consideradas urgentes.

“Essas medidas são necessárias para poder ajudar os municípios que já tiveram de gastar dinheiro e não têm ainda reembolso desses valores ou para investimentos muito pertinentes e necessários colocar em prática até ao fim do ano”, alertou.

O presidente da CIMAA referiu ainda que a CCDR do Alentejo “ainda não teve nenhuma transferência de verbas”, mas mostrou expectativa de que a resposta governamental seja rápida.

Segundo explicou, os municípios da região estão também a preparar um conjunto de prioridades estratégicas para o Alto Alentejo, que deverão ser apresentadas até meados deste mês e posteriormente integradas no âmbito regional do Alentejo para candidatura ao PTRR.

A passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta provocou 18 mortos em Portugal e causou também centenas de feridos e desalojados.

Entre as principais consequências do temporal registaram-se destruição total ou parcial de habitações, empresas e equipamentos, queda de árvores e estruturas, cortes de energia, água e comunicações, além de inundações e cheias.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo foram as mais afetadas.

A situação de calamidade que abrangia os 68 concelhos mais atingidos terminou a 15 de fevereiro.

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