Marvão: A Feira da Castanha atrai milhares de pessoas e é “um balão de oxigénio à economia” (c/fotos)

Feira da Castanha

Por tradição no segundo fim-de-semana de novembro, a vila de Marvão enche-se para acolher a Festa do Castanheiro – Feira da Castanha de Marvão, que vai já na 37ª edição.

Trata-se de um evento, promovido pelo Município, recebe, habitualmente, milhares de visitantes, oriundos das mais diversas partes do Mundo.

Este ano, o certame voltou a realizar-se nos moldes tradicionais, após um interregno em 2020, provocado pela pandemia de Covid-19, com o objetivo de celebrar e elevar a produção local de castanha, um dos produtos endógenos do território.

Esta feira conta com uma programação diversificada e que inclui várias atividades, tais como, magustos, provas de vinho, showcookings, conferências, mercado de produtos locais, exposições de artesanato e animação rua.

Uma vez mais o evento tem o cariz solidário, pois, o custo da entrada no certame reverte, na totalidade, para os Bombeiros Voluntários de Marvão.

ODigital.pt foi a Marvão e falou com o presidente da Câmara de Marvão, que começou por nos dizer que “esta foi uma feira em que se teve de ter coragem para se realizar, pois, havia muita gente que não queria que ela se fizesse e até autoridades deste distrito que não tinham muita vontade que se realizasse a feira, mas senti que os marvanenses queriam a feira e o presente da Câmara está aqui para sentir a vontade do povo, porque de certa forma, a responsabilidade maior que o presidente da Câmara tem é gerir as vontades e havia uma vontade no seio de quem precisa desta feira, que são principalmente os produtores, a hotelaria e a restauração”.

O autarca disse também que “é uma feira virada para o concelho de Marvão, virada para quem vive cá, esta feira foi vedada a expositores de fora, pois, é uma feira para escoar e para dar um balão de oxigénio à economia de Marvão e foi este o intuito do investimento que a Câmara fez nesta feira, foi para dar um alento à população e também para lhe dizer que a Câmara está com eles.

Já sobre possíveis mudanças na feira em próximas edições, Luís Vitorino disse-nos que “não sei muito onde há que repensar a Feira da Castanha, não sei qual é o modelo que se pretendem, mas esta Feira da Castanha já resiste há 37 anos, esta Feira da Castanha é o povo e é a singularidade de Marvão, porque feita dentro de muralhas, porque há muitas feiras da castanha por este país que não tem esta dimensão que tem Marvão”, acrescentando que “o que me preocupa muito enquanto autarca é o desenvolvimento económico, pois, temos que repensar Marvão e temos que pensar Marvão para as pessoas que vivem e para o património que temos e o castanheiro é um património cultural de Marvão, da paisagem e a paisagem está a mudar, as alterações climáticas estão aí e é sobre isso que temos de sentir e refletir”.

O edil deixou claro que para a valorização da fileira da castanha é “necessário manter as parcerias com o INIAV, com a REfCast, com a Universidade de Trás os Montes, ou seja, com quem percebe do assunto, por outro lado a Câmara Municipal terá que arranjar uma estratégia para o desenvolvimento do sul do concelho, na questão de uma pequena zona de negócios porque também faz falta em São Salvador, especialmente ligados à lavoura e a esta questão da fileira da castanha, mas também já temos o projeto da cooperativa do Porto Espada e ali irá nascer talvez um pequeno núcleo empresarial que tem possibilidades de crescer de acordo com o plano de ordenamento do território de Marvão e depois a questão de aumentar a área de castanheiro também é o desafio e vamos ter que arranjar um programa, ou seja, iremos aqui arranjar soluções especialmente para aumentar a produção da área de plantio novo e plantar as variedades que são autóctones de Marvão que é a Bária e a Colarinha”.

Fique de seguida com as imagens da Feira da Castanha de Marvão, numa reportagem de Hugo Calado: