Mármores: “Se queremos desenvolvimento temos de trabalhar de forma regional”, disse autarca de Borba

António Anselmo

Como demos conta, entre os dias 25 e 27 de outubro, a cidade de Évora recebeu o congresso internacional «Mármore do Alentejo: da História ao Património», promovido pelo CECHAP.

Na sessão de encerramento esteve presente o presidente da Câmara Municipal de Borba, António Anselmo, que deixou clara a sua posição relativamente ao setor dos mármores referindo que “se queremos desenvolvimento temos de trabalhar de forma regional”.

O autarca começou por recordar que “um tempo antes da entrada da TROIKA em Portugal, os mercados que compravam muito material [mármore] deixaram de o comprar e quem comprava o material fazia os preços, nomeadamente os mercados do Médio Oriente, depois a situação começa-se a desequilibrar, com cada vez menos promoção do nosso mármore, talvez cada vez menos atenção dos nosso industriais, que em vez de se unirem como associação trabalhavam de uma forma isolada”.

O autarca alertou também para o fato de haver “muito pouca gente habilitada para trabalhar no setor”, mas deixou a expectativa de que “dentro de 3, 4 ou 5 anos, no máximo, o setor vai estar outra vez em grande e em alta, para bem de Borba, Vila Viçosa, Estremoz e de toda a região”.

Expressou a vontade “que a zona dos mármores volte a ser o que era, é necessário unir os cinco concelhos, numa grande zona dos mármores, porque não queremos ninguém de fora”, disse António Anselmo, que acrescentou que “um presidente de câmara tem uma pequena quinta, os vários presidentes têm uma região grande e se queremos desenvolvimento temos de trabalhar de forma regional”.

Outro dos momentos que marcou o setor, segundo António Anselmo, foi a queda da estrada e “aí aparece um fundamentalismo da parte do Estado, pois, nunca ninguém ligou importância à dita estrada e, quando, lamentavelmente morrem 5 pessoas, da parte do Estado passou-se do 8 para o 80, ou seja, tudo passou a ser um problema de ambiente, um problema de regras, mas agora há que rever toda a situação.

António Anselmo disse também que “é preciso que os responsáveis se sentem com os ministérios e dizerem que não queremos que morra ninguém, queremos segurança, não queremos é exigências desmedidas, porque se não todas as pedreiras da zona param”.

Já sobre a queda da estrada entre Borba e Vila Viçosa, o edil borbense, referiu que “com a queda os dois concelhos ficaram mais pobres”, mas “tenho a convicção que com o presidente de Vila Viçosa iremos falar a Lisboa para encontrar uma solução e voltarmos a ter uma estrada.