Mais de uma dezena de jovens bombeiros do distrito de Évora foram promovidos, após formação conjunta (c/som e fotos)

No passado dia 21 de Novembro, o Quartel dos Bombeiros Voluntários de Alandroal recebeu a Cerimónia de Promoção da Escola Conjunta de Bombeiros 2019.

Uma cerimónia que contou com a presença do Presidente da Câmara Municipal de Alandroal, João Grilo, a 2º Comandante Operacional Distrital de Évora da Autoridade Nacional de Emergência e Protecção Civil, Maria Rosado, o Presidente da federação dos Bombeiros do Distrito de Évora, Inácio Esperança, bem como os membros das direcções das corporações envolvidas e ainda alguns familiares dos jovens bombeiros.

Mais de uma dezena de jovens foi promovida, no resultado de uma escola conjunta que juntou as corporações de bombeiros de Alandroal, Borba, Évora, Estremoz e Redondo.

Aperfeiçoar e uniformizar os conteúdos da formação para o ingresso na carreira de bombeiro e promover o espírito de solidariedade e de entreajuda entre corpos de bombeiros, foram os alguns dos principais objectivos desta escola conjunta.

Num total de 250, foram abordadas temáticas como a introdução ao serviço dos bombeiros; equipamentos, manobras e veículos; extinção de incêndios urbanos, industriais e florestais; e formações especializadas no âmbito da emergência pré-hospitalar e das técnicas de salvamento e desencarceramento.

Fora assim promovidos Bruno Gazela (BV Alandroal), Pedro Lidório (BV Alandroal), Jessica Rocha (BV Alandroal), João Camões (BV Borba), Tiago Cheira (BV Borba), Manuel Dias (BV Évora), Miguel Carvalho (BV Estremoz), Nádia Faia (BV Estremoz), Daniela Lopes (BV Estremoz), Vitória Rato (BV Estremoz), Roberto Siquenique (BV Redondo) e Ionela Romaniuc (BV Redondo).

Foram ainda atribuídas três Menções Honrosas, aos três primeiros classificados desta escola conjunta, nomeadamente a Miguel Ângelo Carvalho (BV Estremoz), Nádia Faia (BV Estremoz) e a João Camões (BV Borba).

ODigital.pt esteve presente nesta cerimónia e falou com a 2º Comandante Operacional Distrital de Évora da Autoridade Nacional de Emergência e Protecção Civil, Maria Rosado, que nos começou por dizer que este é “o momento a partir do qual os jovens começam a conhecer-se entre si, a conhecer os elementos que já integram os diversos corpos de bombeiros e conseguem também ter uma formação dada por formadores certificados, que acarreta sempre uma mais valia para a formação destes elementos e começam a ser integrados, entre si, enquanto cidadãos e enquanto operacionais.”

Sobre o número de jovens promovidos, Maria Rosado refere que “gostaríamos que fossem mais, todos são poucos como costumamos dizer. Mas com certeza que sim,  é um grupo de jovens muito motivados para o desempenho desta função e ficaremos todos a ganhar enquanto cidadãos e enquanto operacionais.”

Questionada se este tipo de formações é habitual aconteceram no distrito, a 2º Comandante salientou que “houve há uns anos atrás um interregno neste tipo de iniciativas mas de há dois anos a esta parte fazemos questão, na medida do possível, que seja este o modelo idealizado na formação dos nossos operacionais.”

Falámos ainda com o Presidente da Federação dos Bombeiros do Distrito de Évora, Inácio Esperança, que nos disse que “tipo de formações é extremamente importante e as formações conjuntas são o futuro, para responder directamente à sua pergunta. Porquê? Porque a formação tem cada vez mais exigências. Estes bombeiros voluntários, não são voluntários na ideia da acção. São voluntários porque não têm ordenados, não têm nenhum vínculo laboral com as associações, mas são profissionais na acção. Eles têm uma formação muito profissional.”

O Dirigente refere ainda que “se algumas instituições formam bombeiros em três meses, estes demoram pelo menos um ano a ser formados, têm um estágio que é rigoroso e têm acções de formação que são certificadas, portanto podem ser bombeiros em qualquer parte do mundo, do mundo europeu onde se reconhece a nossa formação”, esclarecendo o porquê da formação envolver várias corporações, “porque para que a formação seja certificada e a importância reconhecida pela autoridade que certifica a formação e pela Escola Nacional de Bombeiros têm de ter um número mínimo de formando e nenhuma associação per si, consegue ter um número mínimo de formando por acção de formação.”

Questionado sobre como estão as corporações do distrito de Évora ao nível da qualificações dos corpos activos, Inácio Esperança diz que “todos os bombeiros, mas todos, que estão ao serviço no distrito são bombeiros com cursos certificados e reconhecidos. Haverá alguns dos quadros de honra que terão aqueles cursos mais antigos, que não eram certificados e eram dados nos corpos de bombeiros, embora possamos ter unidades de formação dessas, que não temos, mas é exigido por lei que quer no transporte de doentes, TAT, ou no transporte de ambulância de saúde, TAS, ou no desencarceramento, que é essencial no caso de acidentes, ou nos incêndios urbanos ou rurais, temos bombeiros com formação, muitas horas de formação, e que sabem verdadeiramente aquilo que estão a fazer. São verdadeiros profissionais na acção.”