Durante o mês de outubro, o Regimento de Cavalaria N.º 3 (RC3), em Estremoz, foi o palco da 20.ª edição do Dia da Defesa Nacional, uma iniciativa que envolveu centenas de jovens de várias localidades dos distritos de Évora e Portalegre.
Organizado pelo Centro de Divulgação de Defesa Nacional (CDDN), o evento teve como objetivo aproximar os jovens portugueses das Forças Armadas, proporcionando-lhes um contacto direto com o que representa a Defesa Nacional.

Em declarações ao Jornal oDigital, que acompanhou uma das sessões, o comandante do RC3, Coronel Lourenço Simões de Azevedo, destacou a importância deste dia para os jovens. «O Dia da Defesa Nacional tem elevada importância não só para as Forças Armadas, mas também para o país», afirmou, acrescentando que a iniciativa «visa dar a conhecer aos nossos jovens o que é a Defesa Nacional, que não se restringe às Forças Armadas, mas envolve também outros componentes do Estado».
Ao longo do mês, o RC3 acolheu cerca de 1.106 jovens, oriundos de 16 concelhos, distribuídos em várias sessões. Cada dia contou com uma média de 92 jovens, num programa coordenado por uma equipa de divulgação do Ministério da Defesa Nacional, composta por Oficiais, Sargentos e Praças dos três ramos das Forças Armadas. Segundo o Coronel Lourenço de Azevedo, esta organização permite mostrar, de forma prática, o papel do Exército e das Forças Armadas no contexto da defesa e da segurança nacional. «É uma forma de os jovens contactarem com o que fazemos e quem somos, oferecendo-lhes uma perspetiva sobre o que envolve a nossa missão», referiu o comandante.

O Coronel explicou que, atualmente, as Forças Armadas operam num regime de voluntariado e que o Dia da Defesa Nacional não é uma ação de recrutamento, mas sim de conhecimento e sensibilização. «A finalidade é mostrar aos nossos jovens aquilo que fazemos e quem somos. Este dia abre-lhes mais uma possibilidade de carreira, oferecendo uma visão prática do que significa integrar as Forças Armadas», sublinhou.
Além de palestras e sessões informativas, os jovens tiveram a oportunidade de interagir com materiais e equipamentos do Exército, incluindo viaturas e armamento usados em operações. Para muitos, esta experiência revelou-se única, permitindo-lhes ver de perto a realidade militar. «O Dia da Defesa Nacional está preparado para mostrar aos jovens o que cada ramo das Forças Armadas faz, oferecendo um conjunto de experiências que os aproximam da nossa realidade operacional», explicou o Coronel Lourenço de Azevedo.

Para o comandante, este evento tem-se revelado essencial para reforçar a atratividade da carreira militar, num contexto onde as Forças Armadas enfrentam desafios na captação de novos efetivos. «É urgente que os jovens vejam nas Forças Armadas um futuro possível. Temos novas missões, novos materiais, e proporcionamos uma forma de estar diferente, com uma grande dedicação e até sentido de aventura», afirmou, realçando o compromisso e o dever assumido por quem enverga a farda militar.
O Dia da Defesa Nacional representa, assim, uma plataforma de sensibilização e aproximação das Forças Armadas aos jovens, proporcionando-lhes uma visão abrangente das missões que envolvem a segurança e defesa de Portugal, incluindo operações internacionais. «Defender o país hoje em dia não se faz apenas cá dentro, faz-se também no exterior, em cooperação com outros países», frisou o comandante, sublinhando o papel das Forças Armadas na defesa coletiva e na proteção dos interesses nacionais.

Esta iniciativa reafirma-se como um momento para fortalecer o vínculo entre a juventude e a defesa nacional, promovendo o conhecimento e o respeito pela missão das Forças Armadas junto das novas gerações.













