António Magalhães Aires já conhecia Campo Maior, mas nunca tinha vivido as Festas do Povo. Desta vez, a viagem começou em Lousada, ao lado da esposa, numa autocaravana preparada para vários dias longe de casa. Chegaram na sexta-feira, ainda a tempo de acompanhar a enramação, e decidiram ficar durante toda a semana.
Foi nas ruas de Campo Maior que o ODigital.pt encontrou António. Entre uma caminhada para conhecer as decorações e a preparação do dia seguinte, contou como uma visita realizada há dois anos acabou por despertar a vontade de regressar quando as Festas do Povo voltassem a realizar-se.
A procura começou na internet
António já tinha passado por Campo Maior há dois anos. Na altura, não havia Festas do Povo, mas ficou a saber que o evento poderia regressar.
«Nunca cá vim às festas. Já estive aqui há dois anos. Foi a primeira vez», recordou.
A partir daí, foi acompanhando a possibilidade de uma nova edição. «Fui andando à procura na internet e vi que era este ano», explicou.
Quando confirmou que as festas se realizavam, o plano rapidamente passou da intenção à viagem. «Foi o meu filho que me comprou logo o bilhete para a semana toda e peguei na autocaravana e vim», contou António Magalhães Aires.
Ao lado da esposa, fez-se à estrada a partir de Lousada e chegou a Campo Maior ainda na sexta-feira. A ideia não era apenas assistir aos dias principais das festas. O casal quis chegar mais cedo para acompanhar também o trabalho que antecede a abertura das ruas.
Uma semana em Campo Maior
A autocaravana permite-lhes permanecer vários dias na vila. António ficou acampado em Campo Maior e o regresso ao Norte só está previsto depois de uma semana dedicada às Festas do Povo.
Questionado sobre se a deslocação tinha compensado, a resposta surgiu sem hesitação: «Valeu a pena. Valeu a pena e recomendo.»
A visita também está a ser feita sem pressa. António ainda não tinha percorrido todas as ruas quando falou com o ODigital.pt. Na noite anterior tinha ficado pelas ruas até cerca das 23 horas, antes de regressar para descansar e preparar o dia seguinte.
O objetivo é aproveitar os vários dias disponíveis para continuar a descobrir as ruas e acompanhar os diferentes momentos das festas.
«Isto é um sonho»
As primeiras impressões deixaram António sem dúvidas quanto à decisão de fazer a viagem. «Está lindo. E quem pode dizer o contrário? Quem disser, é mentira. Isto é um sonho», afirmou.
Entre aquilo que já tinha observado, disse não conseguir escolher uma rua ou um elemento em particular. «Gostei de tudo. Não posso dizer o contrário», resumiu.
Há, ainda assim, uma consequência da presença de milhares de pessoas que não lhe passa despercebida: a dificuldade de circulação em alguns momentos. «Só não gosto dos apertos. De resto, está tudo bem. Mas como o povo é muito, temos que sofrer», disse.
Para António Magalhães Aires, essa presença de visitantes é também parte da dimensão que encontrou em Campo Maior. Depois de viajar de Lousada, chegar durante a enramação e reservar uma semana para conhecer as festas, sintetiza desta forma aquilo que encontrou nas ruas: «Esta é mesmo uma verdadeira festa do povo.»
E vai mais longe na comparação com aquilo que conhece. «Acho que não tem paralelo em lado nenhum. Eu penso que no mundo, mas pelo menos em Portugal, acho que não tem nada», concluiu.
António e a esposa continuam agora a percorrer Campo Maior. Sem a pressa de quem chegou apenas para algumas horas, têm uma autocaravana como base e uma semana para conhecer as ruas que os levaram a viajar desde Lousada.

















