Linha férrea não altera o Plano de Pormenor da Palheta. Mas o importante seria “conhecer as tabelas pelas quais são indemnizados” os proprietários (c/som)

No passado dia 16 de Janeiro, foi publicado em Diário da República a declaração de utilidade pública, com carácter de urgência, da expropriação dos bens imóveis e direitos a eles inerentes necessários à execução da obra da “Nova Ligação Ferroviária entre Évora Norte e Elvas/Caia, da Linha de Évora – Subtroço Évora Norte-Freixo”.

Linha férrea que irá passar pelo concelho de Redondo, inclusive pela zona da Herdade da Palheta. Herdade que tem Potencial Interesse Nacional, aprovado pelo AICEP e onde há alguns anos está previsto a construção de uma unidade hoteleira de características conventuais, mas que devido à insolvência da entidade promotora, o seu futuro tem estado num impasse.

À parte da construção desta unidade hoteleira e com o anúncio das expropriações de terrenos para a construção da linha férrea, surgiram algumas dúvidas sobre se o Plano de Pormenor da Herdade da Palheta teria de ser alterado ou não, sendo que ODigital.pt falou com o Presidente da Câmara Municipal de Redondo, que esclarece “a herdade por onde vai passar a linha férrea está fora do plano de pormenor”, acrescentando que “é uma parcela muito pequena da herdade, a herdade tem cerca de 300 hectares, o comboio toca numa ponta a sudoeste e não interfere como Plano de Pormenor da Herdade da Palheta onde está previsto a implantação de um empreendimento turístico.”

O autarca realça ainda que “depois toca às outras herdades todas, penso que são seis ou sete até chegarmos ao Freixo, mas mais importante do que é a declaração por parte do governo e da administração interna da utilidade pública das expropriações, os proprietários já tinham consciência disso, a preocupação é conhecer as tabelas pelas quais são indemnizados.”

Questionado se já têm conhecimento do valor das indeminizações a pagar aos proprietários dos terrenos António Recto afirma que “isso ninguém conhece”, acrescentando que “sei que vai existir uma comissão independente para avaliação dos terrenos, mas isso é que era de extrema importância porque isso é que preocupa aqui neste caso os proprietários o concelho de Redondo, e certamente dos outros concelhos também, o valor por hectare por parte das expropriações nas indemnizações. E isso não foi publicado em diário da República.”