O Lusitano de Évora recebeu este sábado o Atlético CP, em partida a contar para a 4ª jornada da Liga 3.
Com uma toada praticamente sempre morna, teria de ser um erro a marcar a diferença. Mesmo assim, houve emoção até ao apito final.
Pacto de não-agressão
A partida até começou com remates, por parte do Atlético logo no primeiro minuto. Mesmo que sem perigo para as redes de Duarte Martins, ficou o aviso para o que poderia vir a acontecer.
Recordando que a equipa de Ricardo Pessoa sofreu sempre golos neste campeonato, este poderia ser um sinal. Contudo, com muito equilíbrio pelo meio, a resposta veio a aparecer pela cabeça de Dida à passagem do minuto 10 e, depois, à passagem do quarto de hora.
Este foi o resultado de duas bolas altas e dois sinais claros que a estratégia tinha de passar por ali, uma vez que defensiva da turma de Lisboa esteve sempre fechada em bloco. Algo tinha de furar e os cruzamentos estavam a ser uma boa opção.
Quebrar o “acordo”
Ainda assim, o Atlético, que pecava nas oportunidades, acabou por ser bem mais eficaz. Numa altura em que o Lusitano colecionava remates, foi a equipa visitante a marcar primeiro, por intermédio de Catarino.
Uma desatenção e uma passividade total à entrada da área lusitanista, permitiram que o número 6 pudesse ir furando pela defensiva e rematasse para o primeiro.
Havia que responder a turma eborense conseguiu fazê-lo. Não com golos, mas sim com uma pressão altíssima e imediata. Entre o minuto 25 e os 40’, o Atlético não fez um único remate. Já o Lusitano, continuava a colecioná-los.
Um erro grosseiro de Cassiano no passe e de Catarino ia decidindo a primeira parte e Ricardo Pessoa tinha muito que acertar no balneário.
Ao longo da primeira parte, a insatisfação do técnico foi, visivelmente, em crescendo. Até porque, a equipa começava a falhar muito no momento do passe, principalmente, no miolo do terreno.
Águas mornas
A segunda parte foi já bem mais morna que o expectável. Sem grande pressão de parte a parte, menos oportunidades para ambos os lados. Muito por culpa do segurar de vantagem dos visitantes.
Com 1×0 no marcador, naturalmente que seria do interesse dos homens de Lisboa segurá-la. No entanto, em todo os momentos possíveis, perdiam tempo. Isso, claro, ia frustrando os lusitanistas. Tanto com bola, como sem bola.
Passaram a ser bem mais precipitados nas abordagens, defensivas e ofensivas. Os passes já não saiam 100% bem, os cortes igualmente. Faltas desnecessárias, lançamentos para ninguém, passividade.
Faltou a chave
Com tamanha falta de criatividade, muito dificilmente o Lusitano conseguiria desbloquear as trancas de uma defesa que se mostrava sólida nos seus seis elementos, já perto do apito final.
Com tantas “trancas”, seria preciso uma chave “mestra” criativa para ainda haver uma chance de qualquer coisa. Tal momento de técnica não apareceu e o Lusitano regista a primeira derrota em casa e a segunda seguida nesta Liga 3.
Mesmo que aos 86′ o Lusitano tenha conseguido meter a bola dentro da baliza, o tento não contou por falta. Ainda assim, fica o gosto que a equipa de Ricardo Pessoa poderia ter feito melhor, principalmente na segunda parte.
| Lusitano de Évora | Atlético CP |
| 0 | 1 |
| Catarino (25′) |


















