O Lusitano de Évora recebeu este sábado, dia 11 de outubro, a Académica de Coimbra, em jogo a contar para a 5ª jornada da Liga 3.
Um encontro entre equipas de cidades universitárias, claro que esse caratér é mais visível na turma de Coimbra. Mesmo a jogar fora de casa, foi a Briosa que veio com a lição mais bem estudada.
Entrada em falso
Mesmo com a partida a começar de manhã, ninguém se pôde queixar da falta de apoio. Os da casa contaram com o apoio do costume, bastante vincado pelos cânticos perto do túnel de saída. Já os da Briosa, depois de três horas de viagem, encheram a sua quota máxima no Campo Estrela.
Ainda assim, com mais adeptos (consequentemente mais apoio) não conseguiu pegar nas rédeas do jogo de início. A Académica entrou bem mais mandona e assertiva, chegou ao golo logo aos 10 minutos por Leandro Silva, de penálti.
Cassiano foi o infrator, e ficou logo amarelado, mas não houve tempo para pensar no erro. Havia que agir e rápido, pois os forasteiros não paravam de atacar. Logo de seguida, o central foi ao chão para cortar uma bola que os adeptos trajados de negro já tinham “golo” nos lábios.
Ineficácia vs Gestão
O Lusitano sentiu o golo, e de que maneira. Mesmo que a posse se tenha equilibrado com o passar dos minutos, a equipa de Ricardo Pessoa mostrava-se muito precipitada no momento ofensivo. Isto acabou por evidenciar a desconcentração da linha defensiva, com “buracos” constantes.
Só perto da meia hora de jogo é que o ritmo acabou por equilibrar. O Lusitano começou a ser mais incisivo – mesmo que ineficaz – a par da Académica, que claramente passou a segurar mais a bola.
Ainda assim, nos primeiros 45 minutos, o árbitro foi ao bolso cinco vezes. Talvez pela intensidade, ou pela agressividade de certas faltas. O que é certo é que ambos os conjuntos estavam já muito condicionados para o segundo tempo.
Deja-vu?
O Lusitano de Évora tinha de ser diferente na segunda-parte e realmente entrou com ligeiramente mais vontade de dar a volta ao resultado. Ainda assim, essa foi mesmo a única diferença nos minutos iniciais.
Até os timings foram extremamente idênticos. Penalti aos 55’ e golo, porém o infrator agora foi Duarte Martins, e ficou amarelado. Um verdadeiro deja-vu, agora em “campo invertido”.
Agora sim, havia que responder e rápido. Com uma desvantagem de dois golos, Ricardo Pessoa mostrou-se, naturalmente, irritado no banco e mexeu prontamente, mudando a estratégia para um 4x4x2, para tentar meter mais gente no último terço.
A entrada de Dida e Guilherme Sequeira conseguiram dar aquilo que o técnico queria. Porém, era também evidente que o meio-campo do Lusitano começou a ser “comido”.
Gestão de guerrilha
Já com um resultado confortável na “bagagem”, a Académica não acalmou o seu ritmo. As substituições demonstraram isso mesmo, pois entraram médios e avançados para não quebrar a corrente negra.
Uma verdadeira gestão de “guerrilha”, até porque António Barbosa certamente não quis baixar as linhas, frente a um Lusitano que claramente jogava mais com o coração do que com a cabeça.
Lá está, do lado verde e branco, a estratégia era meter lá na frente à espera de um milagre. Acabou por não resultar e pelo Lusitano de Évora voltar às derrotas.
| Lusitano de Évora | Académica |
| 0 | 2 |
| Leandro Silva (13’P e 58’P) |


















