O Landau do Regicídio regressou, na passada semana, ao Museu Nacional dos Coches (MNC), em Lisboa, depois de ter estado no Paço Ducal de Vila Viçosa. A viatura histórica foi transportada pela empresa Feirexpo, com acompanhamento de elementos da Equipa Técnica do Museu.
Transporte acompanhado por equipa técnica
A operação de transporte decorreu com acompanhamento especializado, tendo em conta a relevância histórica e o estado de conservação da viatura. O Landau ficou conhecido por ter sido o veículo em que, a 1 de fevereiro de 1908, foram assassinados o rei D. Carlos I e o príncipe herdeiro D. Luís Filipe, no Terreiro do Paço.
Processo de conservação preventiva
Por motivos de conservação preventiva, o Landau permanecerá temporariamente na Oficina de Conservação do Museu Nacional dos Coches. Durante este período, a viatura ficará num ambiente de anóxia, um método que permite proteger os materiais originais e garantir a sua estabilização a longo prazo.
Integração na exposição permanente
Concluído o processo de conservação, o Landau do Regicídio voltará a integrar a exposição permanente do Museu Nacional dos Coches. A preservação desta viatura está associada à memória de um dos acontecimentos mais marcantes da História de Portugal, mantendo-se como testemunho material de um episódio decisivo do final da Monarquia.
Recorde-se que esta deslocação resulta de um protocolo celebrado, em abril de 2015, entre a Fundação Casa de Bragança e a Secretaria de Estado da Cultura que prevê, entre outros pontos, que o trágico landau passa a andar em itinerância entre o Museu Nacional dos Coches, em Belém, e o Palácio de Vila Viçosa, no Alentejo.


















