Judiciária investiga furto de peças valiosas do Santuário de N.S. d’Aires em Viana do Alentejo. Furto terá ocorrido em 2009

Santuário de Nossa Senhora d'Aires

A Polícia Judiciária está a investigar o furto de “um conjunto de ofertas feitas pelos fiéis que peregrinam ao Santuário de Nossa Senhora d’Aires”, em Viana do Alentejo, revelou o Arcebispo de Évora, D. Francisco Senra Coelho.

Segundo relata D. Francisco Senra Coelho, em causa está o “desaparecimento que remonta a Agosto de 2009, de um conjunto de ofertas feitas pelos fiéis que peregrinam ao Santuário de Nossa Senhora d’Aires. Muitas delas estão descritas no inventário oficial da Arquidiocese”, tendo apenas sido “informado em meados de 2020, por relato oral dos Párocos de Viana do Alentejo”.

Ao que sabemos, terão sido furtados dois resplendores, um em prata e pedras preciosas, outro em ouro também com algumas pedras preciosas; e vários objetos de ouro de uso pessoal oferecidos a Nossa Senhora até à data da ocorrência.

Sobre o valor das peças furtadas, a Arquidiocese de Évora refere que não há “estimativa do valor económico das peças. Do ponto de vista religioso, os ex-votos são bens ofertados a Deus, que não se podem dispor sem autorização expressa do Santo Padre.”

O Arcebispo de Évora adianta ainda que “no dia 26 de Junho de 2020 fiz participação à Polícia Judiciária a quem manifestei a nossa total colaboração para o apuramento de toda a verdade.”

Sobre o fato de terem passado 11 anos entre o furto das peças e a denúncia à Polícia Judiciária, é dito que “esta é uma das matérias sob investigação. A Arquidiocese não tem uma explicação completa e aguarda também pelas conclusões que a investigação venha a fornecer.”

“Sei que esta informação entristece e fere duramente o povo cristão, cujas ofertas são fruto de privações e de uma fé profunda a Deus. Partilho e uno-me profunda e intimamente a essa tristeza”, salienta D. Francisco.

No comunicado emitido, o Arcebispo de Évora recorda que “estamos na fase final das obras de restauro do Santuário. A sua reabertura, a realizar logo que as circunstâncias sanitárias o permitam, irá, assim, cruzar luz e sombra.”

“A Arquidiocese está a tomar as medidas necessárias para o reforço na proteção e salvaguarda do seu património” e “à medida que tenhamos novas informações poremos à vossa disposição”, conclui D. Francisco Serra Coelho.