O presidente da Câmara Municipal do Crato, Joaquim Diogo, aproveitou a inauguração da 40.ª Feira de Artesanato e Gastronomia para voltar a colocar na agenda várias infraestruturas que considera necessárias ao desenvolvimento do Alto Alentejo.
Perante o secretário de Estado do Planeamento e Desenvolvimento Regional, Hélder Reis, o autarca sustentou que os desafios do território não podem ser respondidos apenas através da realização de eventos, apontando a coesão territorial como uma das questões centrais para o futuro da região.
“Uma feira, por mais importante que seja, não resolve sozinha os desafios de um território”, afirmou Joaquim Diogo, acrescentando que aquilo que pode alterar o futuro do Alto Alentejo “chama-se coesão territorial”.
Para o presidente da Câmara do Crato, essa coesão passa pela concretização de investimentos em infraestruturas que permanecem entre as reivindicações da região.
“Falamos, pois, da Barragem do Pisão. Falamos da autoestrada que continuamos a reivindicar. Falamos da Linha do Leste, que não está eletrificada, e da abertura do ramal de Cáceres”, enumerou.
Joaquim Diogo considera que estas são algumas das intervenções que o Alto Alentejo necessita de ver concretizadas, associando-as à capacidade do território para atrair investimento e contrariar assimetrias no desenvolvimento regional.
“São apenas algumas das obras que precisamos rapidamente para o nosso Alto Alentejo”, afirmou o autarca, defendendo que estes investimentos são necessários para que a região deixe de ser, nas suas palavras, “sucessivamente esquecida”.
Investimento público apontado como condição para o desenvolvimento
Nas palavras proferidas, o presidente da Câmara colocou também a necessidade de investimento público no contexto dos desafios demográficos e económicos enfrentados pelos territórios do interior.
Joaquim Diogo defendeu que a criação de condições para captar investimento e gerar emprego é determinante para permitir a permanência da população, em particular dos mais jovens.
“Só assim conseguiremos fixar a população, criar emprego e garantir que os nossos jovens não têm de escolher entre ficar e ter futuro”, afirmou, dirigindo ao secretário de Estado do Planeamento e Desenvolvimento Regional um apelo para que o Governo acompanhe as reivindicações do território.
As palavrs foram proferidas durante a cerimónia de inauguração da 40.ª Feira de Artesanato e Gastronomia do Crato, que reuniu esta terça-feira membros do Governo, autarcas e representantes de entidades nacionais, regionais e locais.
As reivindicações em torno da Barragem do Pisão, das ligações rodoviárias e ferroviárias e de outros investimentos estruturantes foram apresentadas por Joaquim Diogo como questões que ultrapassam o concelho do Crato e dizem respeito ao conjunto do Alto Alentejo.















