IPDJ entregou mais duas Bandeiras da Ética a clubes do Alentejo. Diretor Regional desafia Clubes a participar (c/fotos)

Bandeira da Ética do IPDJ

A Direção Regional do IPDJ – Instituto Portuguesa do Desporto e Juventude procedeu à entrega da Bandeira da Ética a dois clubes do Baixo Alentejo.

A cerimónia decorreu nos serviços desconcentrados de Beja do IPDJ, em que o Diretor Regional, Miguel Rasquinho, entregou a Bandeira da Ética ao Clube Desportivo de Beja e ao Grupo Desportivo Cultural Baronia.

ODigital.pt esteve presente nesta cerimónia e falou com Miguel Rasquinho, Diretor Regional do IPDJ, que começou por explicar que “temos algumas atividades e alguns objetivos muito específicos para promover as boas práticas na atividade desportiva, nomeadamente esta questão da bandeira da ética, mas também o cartão branco, o cartão do fair play e, portanto, aquilo que estamos aqui a assistir hoje em Beja é isso mesmo, a entrega de duas bandeiras da ética a dois clubes do distrito Beja, por duas iniciativas que estes clubes se propõem a efetuar no âmbito da promoção da ética nomeadamente na igualdade de género e no sucesso no sucesso escolar por parte dos intervenientes na prática desportiva”.

Miguel Rasquinho referiu ainda que um dos grandes objetivos é “passar a mensagem aos mais jovens é possível ganhar e vencer participar com ética, com respeito pelo jogo, pelo adversário e com respeito por todos.”

Questionado se têm sido muitos os clubes a apresentar candidatura a este galardão, o Diretor Regional do IPDJ diz que “não temos tido muitas candidaturas, aliás o distrito de Beja e o Litoral Alentejano têm sido aqui um exemplo nas candidaturas à bandeira da ética e portanto esta iniciativa também tem essa tem esse objetivo, que é o de incentivar outros clubes de todo o Alentejo a fazerem estas candidaturas” e mas destaca que as candidaturas “têm sido poucas, mas apraz-me registar que tem vindo a aumentar ao longo destas últimos meses e vamos ter um novo período candidaturas a decorrer em breve e aí espero vir a ter mais candidaturas”, porque os clubes precisam de perceber que “existe uma preocupação grande com a formação dos atletas nas várias áreas e é isso que eu penso que vai acontecer nos próximos nas próximas candidaturas e termos muitos mais clubes do Alentejo a candidatarem-se.”

Ainda sobre as poucas candidaturas apresentadas, Miguel Rasquinho diz que poderá ser “por falta de conhecimento e não pela divulgação que que nós fazemos, porque fazemo-la constantemente continuamente, mas às vezes nós também sabemos como é que são os clubes desportivos, em que disponibilidade de tempo nem sempre é muitas e as pessoas têm a sua vida profissional e só no final do dia, só no fim de semana, é que tem disponibilidade para se dedicarem ao clube e às vezes tem que se dedicar às coisas que são mais visíveis, como a parte competitiva e estas vão ficando um pouquinho para trás.”

Já sobre os fatores que são necessários reunir para que um clube possa obter a Bandeira da Ética, o responsável refere que “existem dois tipos de candidaturas, para uma só os clubes podem candidatar e só a uma iniciativa a um determinado tema como temos aqui hoje por exemplo o da igualdade de género e da promoção do bom aproveitamento escolar e depois os clubes podem também candidatar o próprio clube ou um departamento para atribuição da bandeira da ética”, acrescentando que “aquilo que os clubes têm de fazer é fazer a sua proposta, apresentar o seu projeto e dizer o que é que querem fazer de diferente relativamente à ética na prática desportiva, depois é avaliado por um júri e avaliado pelo IPDJ, com o parecer da própria Direção Regional, e é-lhes atribuída a bandeira da ética e aquilo que nós queremos é que os clubes pelo menos façam qualquer coisa, que apresentem um projeto diferente, um projeto inovador para não se concentrarem apenas e só na parte competitiva do desporto.”