O Ministério da Agricultura anunciou um projeto que vai recorrer à inteligência artificial para proteger a agricultura e a pecuária em Portugal.
O objetivo é detetar precocemente pragas e doenças que afetam animais e plantas, reforçando a vigilância e a segurança alimentar. A iniciativa será desenvolvida pelo Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária (INIAV), o laboratório de investigação do Estado.
Através de uma rede nacional de armadilhas inteligentes, o sistema vai permitir monitorizar insetos em tempo real e identificar rapidamente situações de risco.
“OHVeNet” vai usar IA e visão computacional
O projeto, designado “OHVeNet – One Health Vector Network”, é financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e representa um investimento total de 10 milhões de euros.
O ministro da Agricultura autorizou o INIAV a assumir o valor do concurso para a aquisição das armadilhas inteligentes, num montante de 6,17 milhões de euros mais IVA — o mais elevado e o único que exigia autorização formal.
Além do desenvolvimento e validação das armadilhas, o projeto prevê a criação de algoritmos de visão computacional e a implementação de uma plataforma nacional de alerta. Esta ferramenta digital vai permitir respostas mais rápidas e eficazes face a potenciais surtos.
Tecnologia ao serviço de uma agricultura sustentável
O “OHVeNet” surge num contexto de alterações climáticas e de rápida transformação dos ecossistemas agrícolas. Segundo o Ministério da Agricultura, esta abordagem vai reduzir custos e tempo associados às tecnologias de monitorização tradicionais e alargar a área geográfica de vigilância em todo o país.
Com esta aposta, Portugal posiciona-se na vanguarda da utilização da inteligência artificial na agricultura, reforçando o compromisso com a sustentabilidade, a inovação e a proteção da saúde animal e vegetal.



















