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Instituto Politécnico de Beja lança concurso de 550 mil euros para instalar painéis solares em seis edifícios

O Instituto Politécnico de Beja lançou um concurso de 550 mil euros para instalar quase mil painéis solares no campus.

O Instituto Politécnico de Beja lançou um concurso público internacional com um preço base de 550 mil euros para a aquisição e instalação de equipamentos destinados à produção de energia solar para autoconsumo em várias instalações da instituição.

O procedimento tem como objetivo criar Unidades de Produção Fotovoltaica para Autoconsumo (UPAC) em diferentes edifícios do campus, num projeto que pretende reduzir a dependência da rede elétrica e aumentar a produção de energia renovável nas infraestruturas do instituto.

De acordo com o caderno de encargos, o valor do contrato não pode ultrapassar os 550 mil euros, acrescidos de IVA, incluindo todos os custos associados ao fornecimento, transporte, instalação e colocação em funcionamento dos equipamentos.

Instalação em seis infraestruturas

Os equipamentos deverão ser instalados em seis edifícios do Instituto Politécnico de Beja: a Escola Superior Agrária, a Escola Superior de Educação, a Escola Superior de Saúde, a Escola Superior de Tecnologia e Gestão e ainda as duas residências mistas da instituição.

Com esta intervenção, estes edifícios passam a integrar um sistema de autoconsumo coletivo de energia, permitindo que parte da eletricidade utilizada nas instalações seja produzida localmente através de painéis solares.

Mais de 900 painéis solares previstos

O projeto prevê a instalação de 951 módulos fotovoltaicos, cada um com potência de 585 watts. No total, o sistema terá 556,4 kWp de potência instalada, distribuída por seis unidades de produção associadas aos diferentes edifícios.

Segundo o documento do concurso, a produção anual estimada é de cerca de 637 megawatts-hora (MWh) de eletricidade.

Redução do consumo da rede elétrica

As estimativas apresentadas no estudo associado ao projeto indicam que cerca de 532 MWh de energia poderão ser autoconsumidos anualmente, reduzindo a quantidade de eletricidade adquirida à rede.

De acordo com os cálculos apresentados no caderno de encargos, o sistema poderá representar uma redução média de cerca de 29% no consumo de energia proveniente da rede elétrica nos edifícios abrangidos.

O documento refere ainda a possibilidade de existir produção excedente de energia, estimada em cerca de 105 MWh por ano.

Projeto ligado à eficiência energética

O projeto integra uma estratégia de reforço da eficiência energética nas instalações do Instituto Politécnico de Beja e de aumento da produção de energia renovável em edifícios públicos.

De acordo com a informação constante no documento, o sistema deverá beneficiar diretamente cerca de 3.500 estudantes, além de aproximadamente 200 docentes e 120 trabalhadores das várias escolas da instituição.

Prazo de execução definido

O contrato que resultar do concurso terá de estar concluído até 30 de junho de 2026, prazo associado à candidatura que enquadra o projeto.

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