As insolvências de empresas recuaram 1,7% no acumulado dos primeiros 10 meses do ano em termos homólogos, para 3.145, enquanto a constituição de novas sociedades subiu 6%, para 43.051, anunciou hoje a consultora Iberinform, do grupo Crédito y Caution.
As constituições em outubro baixaram 8,5%, de 3.972 em 2022 para 3.634 em 2023, embora no acumulado do ano tenha havido um acréscimo de 6% face aos primeiros dez meses do ano passado, com mais 2.450 empresas criadas e um total de 43.051 constituições.
Por sua vez, em outubro deste ano houve 428 empresas insolventes, mais 42 que no mesmo mês de 2022, ainda que o acumulado do ano continue abaixo das 3.198 de igual período do ano passado.
Por tipologia de ações, as declarações de insolvência requeridas por terceiros “aumentaram 6,5% no comparativo, com mais 36 pedidos, enquanto as declarações de insolvência apresentadas pelas próprias empresas cresceram 6,1% (mais 35 pedidos)”.
Por sua vez, os encerramentos com plano diminuíram 10,3% relativamente a 2022 (menos quatro encerramentos para um total de 35 planos).
No total de janeiro a outubro foram concluídos os processos de insolvência relativos a 1.914 empresas, menos 120 do que em 2022, o que resulta numa diminuição das ações de insolvência (menos 53 face a 2022, decréscimo de 1,7%).
Lisboa e Porto são os distritos que apresentam o número de insolvências mais elevado, ambos com um total de 719 insolvências. Face a 2022, verifica-se uma diminuição de 16% em Lisboa e de 1,2% no Porto. Com decréscimos destacam-se, ainda, os seguintes distritos: Ponta Delgada (-53%); Castelo Branco (-31%); Évora (-27%); Bragança (-24%); Guarda (-21%); Santarém (-21%) e Setúbal (-7,3%). Os distritos com decréscimos representam 41% do total.
No período em análise, onze distritos registaram aumentos nas insolvências (50% do total de distritos): Beja (+50%); Horta (+40%); Leiria (+29%); Madeira (+26%); Faro (+24%); Braga (+20%); Coimbra (+13%); Angra do Heroísmo (+10%); Viana de Castelo (+8,3%); Aveiro (+7%) e Viseu (+5,6%). Vila Real (31 insolvências) e Portalegre (17 insolvências) não apresentam variação no comparativo.
As atividades de eletricidade, gás, água (-64%); telecomunicações (-33%); comércio de veículos (-22%) e comércio por grosso (-15%) registaram os maiores decréscimos face aos primeiros dez meses de 2022.
O número de constituições mais significativo verifica-se em Lisboa, com 14.574 empresas (+3% face a 2022) e no Porto, com 7.319 empresas (+8,1%).
Outros distritos que também apresentam acréscimos face a 2022 são: Beja (+24%); Viana do Castelo (+15%); Aveiro, Viseu e Vila Real (todos com aumentos de 11%); Setúbal (+9,6%); Faro (+8,6%); Braga (+8%); Coimbra (+7,2%); Portalegre (+6,3%); Castelo Branco (+6,2%); Évora e Santarém (ambos com acréscimo de 5,6% no comparativo) e Leiria (+4%).
Os distritos que apresentam variação negativa são: Horta (-12%); Angra do Heroísmo (-11%); Bragança (-11%); Guarda (-2,5%); Madeira (-1,5%) e Ponta Delgada (-1,4%).
Transportes (+48%), comércio de veículos (+16%), eletricidade, gás, água (+14%), hotelaria e restauração (+11%), construção e obras públicas (+10%) registaram aumentos de constituições de novas empresas, enquanto os setores da indústria extrativa (-42%), das telecomunicações (-48%) e a indústria transformadora (-3,2%) tiveram as maiores quebras de novas constituições face aos primeiros dez meses de 2022.
















