As insolvências em Beja duplicaram nos primeiros sete meses de 2026, enquanto Portalegre registou uma subida de 50%. No distrito de Évora, a constituição de empresas caiu 24% face ao mesmo período de 2025.
Os dados constam de um comunicado divulgado pela Iberinform na quarta-feira, 12 de agosto, sobre a evolução das insolvências e da criação de empresas em Portugal.
A nível nacional, julho terminou com 163 empresas declaradas insolventes, mais 60 do que no mesmo mês do ano anterior. A constituição de empresas recuou para 3.695, menos 999 do que em julho de 2025.
Insolvências em Beja duplicam até julho
Beja registou uma subida homóloga de 100% nas insolvências declaradas entre janeiro e julho. O distrito surge, juntamente com a Madeira e Vila Real, entre os territórios com o maior aumento relativo do país.
Portalegre também integra o grupo de distritos com maiores subidas, com um crescimento de 50%. A mesma variação foi registada em Angra do Heroísmo, enquanto Viana do Castelo apresentou um aumento de 70%.
O comunicado não indica os números absolutos de insolvências nos distritos de Beja e Portalegre, nem apresenta um valor agregado para o Alentejo. A análise regional fica, por isso, limitada às variações percentuais disponibilizadas.
Lisboa concentrou o maior número de insolvências declaradas no acumulado até julho, com 256 processos, seguindo-se o Porto, com 221, e Braga, com 138.
Criação de empresas cai 24% em Évora
Évora registou uma redução de 24% na constituição de empresas nos primeiros sete meses do ano. Foi a segunda maior quebra entre os distritos analisados, apenas abaixo da Madeira, onde o recuo atingiu 25%.
Seguiram-se Guarda, com uma redução de 19%, Viana do Castelo, com 17%, e Bragança, com 15%. Angra do Heroísmo foi o único distrito a apresentar um crescimento, com uma subida de 19%.
Também neste indicador, o comunicado não revela o número absoluto de empresas constituídas em Évora nem disponibiliza dados específicos sobre Beja e Portalegre.
No conjunto do país, foram constituídas 30.635 empresas entre janeiro e julho, menos 7,8% do que as 33.228 registadas no período homólogo de 2025.
Lisboa liderou a criação de empresas, com 10.112 novas constituições, seguindo-se o Porto, com 5.757, e Setúbal, com 2.619. Os três distritos registaram reduções face ao ano anterior.
Portugal regista mais 60 insolvências em julho
Em julho foram declaradas insolventes 163 empresas em Portugal, um aumento homólogo de 58%. No mesmo mês de 2025 tinham sido contabilizadas 103.
No acumulado dos primeiros sete meses, o número de ações de insolvência passou de 977 para 1.031, correspondendo a um crescimento de 5,5%.
As insolvências apresentadas pelas próprias empresas aumentaram 2,8%, enquanto os processos requeridos por terceiros cresceram 8,2%.
Os processos de insolvência encerrados subiram 2,4% em julho e 18% no acumulado do ano. Os encerramentos com plano de insolvência aumentaram 69%, enquanto as restantes ações encerradas cresceram 13%.
Agricultura entre os setores com menor criação de empresas
A Construção e Obras Públicas foi o único setor a apresentar um aumento na constituição de empresas, com uma subida nacional de 5,7%.
As maiores reduções ocorreram na Eletricidade, Gás e Água, com 37%, seguindo-se a Agricultura, Caça e Pesca, com 31%, as Telecomunicações, com 25%, e o Comércio a Retalho, com 17%.
Nas insolvências, os maiores aumentos setoriais foram registados nas Telecomunicações, com 50%, na Hotelaria e Restauração, com 29%, e nos Outros Serviços, com 17%.
A informação setorial apresentada pela Iberinform corresponde ao conjunto do país e não permite determinar a evolução específica destas atividades económicas no Alentejo.















