O número de empresas insolventes aumentou 13% em Portugal durante o mês de outubro, segundo dados da Iberinform, mas no Alentejo registou-se uma tendência inversa. Os distritos de Évora e Beja destacaram-se pelas maiores reduções do país, com quedas de 25% e 47%, respetivamente.
Entre janeiro e outubro de 2025, foram declaradas insolventes 1.731 empresas em todo o território nacional, mais sete do que em igual período de 2024. As insolvências apresentadas pelas próprias empresas cresceram 12%, enquanto as requeridas por terceiros subiram 2,1%. Por outro lado, os encerramentos com plano de insolvência diminuíram 14%.
Interior norte concentra agravamento das dificuldades
De acordo com a Iberinform, o agravamento da situação empresarial foi mais acentuado no interior norte do país, com aumentos significativos em Bragança (+26%), Viana do Castelo (+22%) e Leiria (+20%). Em sentido oposto, o Alentejo e as regiões autónomas apresentaram maior estabilidade empresarial.
Setorialmente, as telecomunicações registaram o maior aumento de insolvências, duplicando o número de casos face ao ano anterior. A agricultura, caça e pesca subiram 39% e os transportes 30%. Já o setor energético (eletricidade, gás e água) apresentou a maior redução, com uma quebra de 46% nas insolvências.
Criação de novas empresas abranda, mas mantém saldo positivo
No mesmo período, o ritmo de constituição de novas empresas desacelerou. Em outubro foram criadas 3.957 sociedades, menos 3,4% do que no mesmo mês de 2024. Ainda assim, o balanço anual permanece positivo, com um crescimento de 3,9% e um total de 44.920 novas empresas registadas até outubro.
Lisboa e Porto continuam a liderar na criação de sociedades, com 13.935 e 7.756 novas empresas, respetivamente. No Alentejo, Évora destacou-se com um aumento de 11% face ao ano anterior, situando-se entre os distritos com maior crescimento do país.
A Iberinform assinala que o contraste entre o aumento das insolvências e o abrandamento na constituição de empresas evidencia um ambiente económico heterogéneo, com maior pressão sobre setores tecnológicos e logísticos, e maior dinamismo nas áreas ligadas à produção e exportação.



















