Um mês depois do encerramento do troço da Estrada Nacional 254 que liga Vila Viçosa a Bencatel, a população de Bencatel continua sem resposta por parte da Infraestruturas de Portugal, havendo possivelmente uma luz ao fundo do túnel, adiantou hoje o Presidente da Câmara de Vila Viçosa.
Esta foi uma decisão tomada pela empresa Infraestruturas de Portugal, que à Autarquia de Vila Viçosa, alegou motivos de segurança para o encerramento do troço.
Um encerramento que indignou a população de Bencatel, que se manifestou várias vezes contra este encerramento, ações que não obtiveram para já frutos.
ODigital.pt contatou, esta semana, a empresa Infraestruturas de Portugal, que numa curta declaração nos foi dito que “não há muito que se possa adiantar nesta fase, apenas que estamos em articulação com a Câmara Municipal para encontrar uma solução aquela situação.”
Já esta noite, em Assembleia Municipal, o presidente da Câmara Municipal de Vila Viçosa, Manuel Condenado, começou por afirmar que a Infraestruturas de Portugal “não tem vontade de resolver a curto prazo o problema”, adiantando que o que a IP “já enviou notificações aos proprietários para aterrarem as pedreiras e é obvio que essas situações se vão arrastar nos tribunais durante anos”.
O Autarca revelou ainda que “a Câmara está a dialogar com a IP para tentar encontrar uma solução e paralelamente está a dialogar com a empresa Ezequiel Alves para também encontrar uma solução”.
Manuel Condenado referiu ainda que “há intenção manifesta do proprietário [da pedreira] de ceder um terreno, elaborar um projeto e construir uma via alternativa ao troço que está interditado”, tendo o autarca explicado que isto representa que “a Câmara e a Assembleia Municipal irão ser chamados a prenunciar-se sobre um acordo de mutação dominial e a transferência daquele troço da Estrada Nacional 255 para viabilizar uma alteração ao Plano Diretor Municipal (PDM) para criar essa via alternativa”.
“Em breve será apresentada uma proposta numa reunião de camara, para discussão e avaliação de um acordo de mutação dominial para que a estrada passe a ser municipal, para que todo o troço desde a variante até ao limite do concelho passe a ser municipal”, referiu o Edil Calipolense, acrescentando que “se, segundo se está a perspetivar a empresa Ezequiel Alves doa o terreno, elabora projeto e constrói a própria via alternativa, as expensas da própria empresa e que a autarquia não vai despender um euro, aqui parece que poderá ser a solução”.














