Portugal registou 119 046 mortes em 2024, mais 0,1% do que no ano anterior. As doenças do aparelho respiratório foram o grupo que apresentou maior aumento, segundo dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).
De acordo com a informação estatística sobre causas de morte, 118 396 óbitos corresponderam a residentes em Portugal e 650 a residentes no estrangeiro.
As doenças do aparelho circulatório e os tumores malignos continuaram a representar quase metade da mortalidade total registada entre residentes no país. Em 2024 estiveram na origem de 30 055 e 28 280 mortes, respetivamente, correspondendo a 25,4% e 23,9% do total.
Doenças circulatórias continuam a ser a principal causa de morte
No conjunto das doenças do aparelho circulatório, os acidentes vasculares cerebrais (AVC) mantiveram-se como a principal causa individual de morte.
Em 2024, os AVC estiveram na origem de 9 007 óbitos, representando 7,6% das mortes de residentes em Portugal, embora tenham registado uma diminuição de 1,9% face a 2023.
Ainda neste grupo, as doenças isquémicas do coração causaram 6 470 mortes, mais 0,9% do que no ano anterior. O enfarte agudo do miocárdio foi responsável por 3 721 óbitos, correspondendo a 3,1% da mortalidade total.
Tumores malignos representam quase um quarto das mortes
Os tumores malignos estiveram associados a 28 280 mortes em 2024, um aumento de 0,4% em comparação com 2023.
Entre os vários tipos de cancro, os tumores malignos da traqueia, brônquios e pulmão foram os mais frequentes, com 4 488 mortes, representando 3,8% do total de óbitos entre residentes.
Seguem-se os tumores malignos do cólon, reto e ânus, responsáveis por 3 564 mortes, equivalentes a 3,0% da mortalidade registada.
Doenças respiratórias registaram o maior aumento
As doenças do aparelho respiratório causaram 14 022 mortes entre residentes em 2024, mais 7,0% do que no ano anterior.
A taxa de mortalidade por estas doenças aumentou de 123,9 para 131,1 óbitos por 100 mil habitantes.
Parte deste aumento esteve associada às mortes por pneumonia, que totalizaram 5 283 casos em 2024, correspondendo a 4,5% da mortalidade total e representando um crescimento de 4,8% face a 2023.
Segundo o INE, os dados resultam da análise dos certificados de óbito codificados pela Direção-Geral da Saúde e integram informação estatística sobre as principais causas de morte em Portugal, organizada de acordo com os grupos definidos pela OCDE.

